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Time de Papua-Nova Guiné aposta em craques do futebol de areia

Hekari United estreia no Mundial da Fifa nesta quarta com jogadores semi profissionais, mas dois talentos do Beach Soccer que já disputaram até Copa do Mundo

Marcel Rizzo, enviado iG a Abu Dhabi |

O Hekari United não espera muito de sua estreia em um Mundial de clubes. Campeão da Oceania ao superar os mais forte neozelandeses do Waitakere, o time de Papua-Nova Guiné tem jogadores semi profissionais e aposta em atletas que se destacaram no Beach Soccer, o futebol de areia, para tentar surpreender os donos da casa do Al Wahda nesta quarta-feira. O primeiro jogo do Mundial começa 14h (horário de Brasília), no Mohammed Bin Zayed Stadium, um dos dois que receberá jogos da competição em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos

Gideon Omokirio e Benjamin Mela disputaram mundiais de futebol de areia pelas Ilhas Salomão, país da Oceania onde nasceram. Omokirio, 34 anos, um zagueiro que não é alto (1,74m), mas intimida pelo porte físico, participou de quatro mundiais, de 2006 a 2009. Disputou 11 partidas e marcou cinco gols. Mela, meia de 27 anos, disputou apenas um, o de 2007, e fez três partidas e marcou um gol.

Omokirio jogou também pela seleção de campo de Ilhas Salomão. Mas, por incrível que pareça, o futebol de areia dá mais dinheiro no país do que o campo. Patrocinadores investem na seleção que é a força do continente e participou de quatro dos cinco mundiais até agora patrocinados pela Fifa ¿ só não jogou o primeiro, em 2005, porque a Oceania não enviou representante para o Rio de Janeiro.

É totalmente diferente um jogo do outro. Na areia vale mais a força física e a técnica. No campo a habilidade, explicou Omokirio antes da estreia no Mundial de Clubes.

No Mundial de 2009, disputado em Dubai, também nos EAU, Ilhas Salomão conseguiu uma surpreendente vitória sobre o Uruguai, por 7 a 6, logo na estreia, Quando uma vaga nas quartas de final parecia realidade, uma derrota de 7 a 1 para os donos da casa pôs tudo a perder.

Outro trabalho
Papua-Nova Guiné é uma das últimas colocadas do ranking da Fifa, em 203º, com zero ponto. Por isso que o Hekari se tornou força no futebol da Oceania contratando atletas de outras nacionalidades, com futebol mais forte. Fiji (143º no ranking) e Ilhas Salomão (178º). Os jogadores de Papua na maioria têm outra profissão. Em Fiji e Salomão não, são todos profissionais. Por isso recebem também um salário mais alto, bancado pela Petroleum Resources Kutubu, empresa que explora petróleo na região de Kutubu, em Papua, e que patrocina a equipe.

Dois jogadores de Papua são exceções: Kema Jack, artilheiro da Liga dos Campeões da Oceania, com sete gols, e David Muta. Jack tem 28 anos e consegue viver apenas de futebol, apesar de por um bom tempo ter se dividido entre um comércio e o esporte. Já Muta tem apenas 23 anos, apenas joga futebol, e espera conseguir contrato em um centro maior.

Quero conseguir me manter apenas com o futebol, disse Muta ao site da Fifa. Ele já conseguiu algo raro: foi convocado para uma seleção da Oceania que enfrentou, em amistoso, o Los Angeles Galaxy do craque fashion David Beckham.

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