Número de policiais no jogo será mais que o dobro do normal. Clube precisa vencer por 2 a 0 para não rebaixado

Como em todo o lugar onde o futebol é uma paixão, ele desperta emoção, alegria, tristeza e também fúria. É assim na Argentina e , principalmente, em Buenos Aires, terra do River Plate , que pode viver o dia mais triste de sua história de 110 anos neste domingo.

Mais de dois mil policiais trabalharão no estádio Monumental de Nuñez
AFP
Mais de dois mil policiais trabalharão no estádio Monumental de Nuñez
O gigante argentino precisa vencer o Belgrano, de Córdoba, por 2 a 0 para evitar a queda à segunda divisão. Temendo uma onda de violência dos torcedores que a queda do clube poderia resultar, as autoridades de Buenos Aires mais do que dobraram o número de policiais que na partida. Serão 2.200 homens trabalhando, sem contar os seguranças particulares no clube no jogo que começa às 15h no Monumental de Nuñez.

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A iminente queda do River e o temor de atos violentos após isso alteraram até mesmo a rotina da seleção brasileira, que está na Argentina para a Copa América . A comissão técnica havia planejado treinar no Centro de Treinamentos do Boca Juniors neste domingo, mas preferiu cancelar a ida a Buenos Aires para ficar em Los Cardales.

Pressionado pela torcida, o River Plate também teve que alterar o seu planejamento para o jogo. A comissão técnica do clube pretendia passar a noite de sábado para domingo concentrado em Don Torcuato, a 30 quilômetros de Buenos Aires, onde está desde quinta.

Por orientação da Polícia Federal, entretanto, o time dormiu no Monumental de Nuñez, onde há um hotel para os jogadores. A medida foi para evitar a chegada do ônibus no domingo já começa de torcedores ao redor do estádio.

Segundo o River Plate, os 15 torcedores que invadiram o gramado para ameaçar os jogadores na derrota de 2 a 0 para o Belgrano na quarta-feira serão impedidos de entrar no estádio na decisão.

Na crise, presidente se veste de técnico
Nos dias que antecederam a decisão, uma presença ilustre no treino do River Plate chamou a atenção. O presidente e maior ídolo do clube, Daniel Passarela, resolveu acompanhar de perto o treinamento dos jogadores.

O ex-zagueiro, que já foi técnico, tendo inclusive trabalhado no Corinthians em 2005, vestiu um abrigo e esteve ao lado do comandante do time Juan José López. A aparição foi criticada pela imprensa argentina, que classificou a ida como intromissão no trabalho do treinador, ameaçado de demissão mesmo que consiga livrar o time do rebaixamento.

Para piorar, o River não poderá contar com três titulares, Matías Almeyda, Adalberto Román e Paulo Ferrari. Como se vê, não são poucos os problemas do gigante argentino.

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