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Com opções de sobra, técnico do Flu é obrigado a deixar craques no banco ou até mesmo fora da relação

São poucos os treinadores neste Campeonato Brasileiro que tem à sua disposição um elenco com tantas opções como Abel Braga . A cada jogo do Fluminense , é uma dor de cabeça para o treinador tricolor definir o time titular. Tanto em que 22 rodadas, foram 22 escalações diferentes. Embora reconheça que ainda não encontrou sua formação ideal, a maior dificuldade de Abelão hoje em dia tem sido relacionar os 18 jogadores para cada partida.

“Tem sido muito difícil relacionar o time a cada jogo. O treinador pensa no jogo de uma maneira, mas não quer dizer que durante a partida as coisas vão acontecer como você imaginou. E aí sou obrigado a cortar um ou outro jogador por característica. Estou indo pra um jogo fora de casa e não estou levando o Ciro , que vinha sendo titular, e o Fernando Bob , que vem jogando sempre e para mim é diferenciado. Poucos volantes no Brasil têm o acerto de passe que ele tem. Isso parte o coração”, explicou Abel.

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A qualidade do elenco tricolor é tanta, que na partida contra o Avaí, quarta-feira, Abel tinha à sua disposição no banco de reservas os atacantes Martinuccio , destaque do Peñarol na última Libertadores, e Rafael Moura , artilheiro da equipe na temporada ao lado de Fred , com 19 gols cada, além dos meias Deco , duas vezes campeão da Liga dos Campeões como o Porto e o Barcelona, e Souza , campeão da Libertadores e Mundial pelo São Paulo .

“Coloquei o Martinuccio no jogo passado e ele fez o gol. O Deco entrou e deu o passe para o terceiro. É complicado, mas só podem jogar onze. No futebol, quem joga fica feliz, os que ficam no banco querem jogar e quem não é relacionado fica chateado com o treinador. É normal. Mas eu tento fazer com que todos se sintam importantes. Aqui, todos jogam. O Diogo é o maior exemplo. Ele nem ficava no banco em boa parte dos jogos e hoje é o titular. O Rodrigo ficou quatro meses só treinando e já jogou também”, explicou o treinador.

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Talvez por isso, mesmo sem conseguir agradar a todos, Abel Braga consiga ser uma unanimidade entre os jogadores. Um dois líderes do grupo, Marquinho destaca a sinceridade e a transparência como marcas registradas do treinador.

“O Abel é um cara muito sincero. Ele sempre fala tudo na frente de todo mundo, abertamente. Ele não é muito chegado a conversas individuais. Ele defende sempre o grupo com unhas e dentes. Esse carinho que ele tem por nós e a transparência com que trabalha são virtudes que fortalecem ainda mais o grupo”, afirmou o camisa 7.

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A recíproca é verdade. Apesar de considerar a vitória o combustível do futebol, o treinador afirma que um bom ambiente é capaz de manter um grupo forte e unido mesmo quando os resultados não aparecem, como aconteceu com o Fluminense no início da competição.

“A vitória traz alegria e é a única coisa que alimenta o futebol. Mas são vários os fatores que levam a essa alegria, e nosso ambiente é bom demais. É sadio, alegre, descontraído, sério quando tem que ser sério, mas sem sacanagens. Já basta meu mau humor quando a gente não ganha (risos)”, brincou o treinador.