Cartola deixou a CBF no mesmo dia em que o Tribunal Superior suíço manteve em sigilo nomes de envolvidos em caso de corrupção

Por motivos de saúde, Ricardo Teixeira pediu afastamento da CBF. Sobre o COL, ainda há indefinição
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Por motivos de saúde, Ricardo Teixeira pediu afastamento da CBF. Sobre o COL, ainda há indefinição
O ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira, pediu renúncia da entidade no mesmo dia que o Tribunal Superior da Suíça decidiu manter em sigilo os nomes de cartolas envolvidos no caso ISL. A informação foi publicada no jornal “O Estado de S. Paulo” nesta sexta-feira.

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Segundo o diário, Teixeira já vinha manobrando para deixar a CBF em uma situação que pudesse administrar sua queda, repartindo poderes a seus aliados. Ele só deixou o cargo quando confirmou que seu nome não seria publicado pela Justiça suíça.

No dia 12 de março, data do anúncio da renúncia de Teixeira, o Tribunal Superior da Suíça, com sede em Lausanne determinou que, enquanto o processo esteja tramitando em relação à ISL, os nomes dos envolvidos não serão divulgados.

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Em 2010, uma corte suíça condenou cartolas por terem recebido subornos da ISL em troca de acordos de transmissão de jogos. Mas, na mesma decisão, ficou estabelecido que os nomes dos envolvidos não seria divulgado, já que eles pagaram de volta parte da propina e acertaram um acordo. Desde então, a Fifa tem sido pressionada a revelar os nomes dos envolvido. Segundo a BBC, os dirigentes seriam Teixeira e João Havelange.

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