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Futebol
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Técnico da seleção brasileira feminina elogia trabalho de base e cobra manutenção de investimento

Kleiton Lima valoriza evolução da categoria no Brasil, mas avisa que ainda há muito trabalho para ser feito antes que a modalidade seja verdadeiramente reconhecida no país

Danilo Lavieri, iG São Paulo |

De olho em novas jogadoras como Marta e Cristiane, a cidade de São Paulo organiza três peneiras por ano no COTP (Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa). Atualmente, 75 garotas fazem treinamentos na estrutura oferecida pela prefeitura nas categorias sub-15, sub-17 e sub-20.

É justamente o fortalecimento deste trabalho de base que o técnico da seleção brasileira principal, Kleiton Lima, cobra. Ele reconhece que será muito difícil achar um novo fenômeno como é Marta, quatro vezes eleita melhor do mundo e com chances de ganhar pela quinta vez consecutiva.

Ela é um jogadora muito diferente, fora do comum e merece todos os prêmios individuais. Ela é o verdadeiro fenômeno, apesar da palavra já ter ficado muito comum e só pode ser comparada ao Pelé. Não vejo ninguém próximo a ela. Agora, temos de trabalhar na categoria de base para achar jogadoras que já têm certo desfalque, com 16, 17 anos. É difícil, mas já temos alguns bons exemplos, disse Kleiton Lima.

O secretário de esportes da cidade, Walter Feldman, explica que o futebol masculino não precisa mais de apoio, pois tem a paixão como seu principal aliado.

O futebol profissional no Brasil é o masculino, e ele não precisa do nosso apoio. Ele já tem o apoio da massa, já é uma paixão e consegue andar sozinho. O futebol feminino que precisa de ajuda, do nosso prestígio, disse Feldman.

Essa é a segunda vez consecutiva que o Torneio Internacional da Cidade de São Paulo de Futebol Feminino acontece. Kleiton Lima comemora, mas explica que ainda faltam, alguns passos para que a categoria tenha a valorização que espera.

O futebol feminino está evoluindo, mas ainda falta muito. A gente já tem mais visibilidade agora, mas temos uma pressão maior. Sabemos que se não formos bem nesse campeonato, a pressão vai ser grande e já vai ter gente dizendo que nós não somos tudo isso. Precisamos focar no trabalho de base, que está cada vez mais grande em equipes com tradição no masculino, finalizou Kleiton.

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