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Sergio Batista deve fazer alterações no ataque: Lavezzi pode sair, enquanto Higuaín ou Pastore podem ganhar vaga

O desempenho de Messi nos dois primeiros jogos da Copa América (empates com Bolívia e Colômbia ) personificaram o frustrante desempenho da seleção argentina. O técnico Sérgio Batista tenta encontrar uma forma de ter em campo o desempenho que tornou o jogador do Barcelona o melhor do mundo nas duas últimas eleições da Fifa (Federação Internacional de Futebol e Associados). E vai fazer mudanças.

"Os rivais já sabem como o Messi joga e dificultam, diminuem espaços, talvez por isso ele não tenha saído muito bem. Precisamos aproximar o Messi dos atacantes", definiu o treinador, que viu até os colombianos, que se negaram a pensar em como parar o camisa 10 para "não enlouquecer", terem sucesso na tarefa.

Uma das alterações pode ser a troca de Lavezzi por um atacante mais centralizado, como Higuaín ou Aguero , atendendo ao pedido da torcida. Mas Batista pode só mudar o posicionamento de Lavezzi. "Não preciso necessariamente trocar. Podemos ter um camisa 9 entre os zagueiros, esta presença talvez esteja faltando. Durante a semana vamos treinar isso."

Teimoso, o comandante argentino, mais uma vez, se recusa a alterar sua escalação. Pode até aproximar Banega para fazer Messi jogar. "Podemos ter mais alguém no meio-campo, mais um atacante, mas precisa alguém estar mais próximo do Messi", disse, ao menos negando a possibilidade de sacar Tevez, amado pelos argentinos. "O Tevez tem ido muito bem na frente."

Messi foi melhor do que no primeiro jogo, mas ainda assim não foi sombra do jogador que é no Barcelona
AP
Messi foi melhor do que no primeiro jogo, mas ainda assim não foi sombra do jogador que é no Barcelona
Como solução, um dos nomes mais pedidos é Pastore , que fez uma boa temporada no Palermo, da Itália. Batista cogita a mudança, mas não deve fazê-la. "É difícil determinar se vai dar resultado. A entrada do Gago, por atuar em várias funções do meio-campo, dá uma saída de bola boa, mas infelizmente ele também não foi bem", falou, lembrando do 0 a 0 com a Colômbia.

Tática à parte, o objetivo de Sergio Batista é minimizar a crise que a Argentina vive logo no início da Copa América que sedia. "Precisamos vencer a Costa Rica na segunda-feira, mas também precisamos manter a tranquilidade. Não é uma final, mas é um jogo decisivo e temos que seguir em frente", apontou.

"Ganhamos um ponto a mais [contra a Colômbia] e temos que manter o nosso planejamento. Continuo confiando nestes jogadores. As coisas não estão acontecendo como planejávamos, principalmente do meio para a frente, mas o elenco está focado em seus objetivos. Vamos trabalhar", prometeu o técnico de um anfitrião que somou só dois pontos enfrentado a Bolívia e a Colômbia, ficando em segundo lugar no grupo A.

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