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Tatuagem apareceu na vida de Fágner para controlar a ansiedade

Lateral do Vasco já se tatuou entre o treino da manhã e o da tarde mesmo precisando dirigir quase 70 km

Hilton Mattos, iG Rio de Janeiro |

Arquivo pessoal
Fágner retoca tatuagem de um dragão nas costas
O que você costuma fazer quando está ansioso? Ou angustiado? Há várias formas de controlar estas alterações no humor. O lateral-direito Fágner , por exemplo, se tatua. Isso. O jogador do Vasco gosta tanto de desenhos pelo corpo que é capaz de fazer uma tatuagem entre o treino da manhã e o da tarde mesmo tendo que dirigir quase 70 km.

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Foi o que aconteceu durante o Campeonato Carioca. Após se machucar contra o Bangu, Fágner fazia tratamento pela manhã em São Januário e teve a ideia de ligar para Laura, sua tatuadora, no Recreio dos Bandeirantes, onde mora – Zona Oeste do Rio. Entre o clube e o estúdio de tatuagem a distância é de mais de 30 km.

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“Fiz esta aqui”, aponta o lateral, exibindo o rosto de Jesus Cristo na batata da perna direita. Eu estava angustiado, precisava fazer uma tatuagem. É uma forma de desabafo. Aí me acalmo”, explica o titular vascaíno, em grande fase este ano depois de um começo de temporada às voltas com um problema no joelho .

A imagem religiosa foi seu último desenho. Como o estúdio onde se tatua fica em um shopping perto da sua casa, está sempre por lá retocando um finalizando algum desenho. Fágner conta que começou com as tatuagens em 2007. Hoje, aos 22 anos, tem os dois braços “fechados”. O jogador afirma não ter vontade de comprometer mais da metade do corpo, mas quase não há mais espaço nas costas e na barriga. Além destas áreas, peito e pernas não foram esquecidos.

“Eu não tenho mais porque minha mulher não deixa. Ela diz que sou muito e ainda terei tempo para mais (tatuagens)”, revela o lateral.

Manifestações irreversíveis à parte, a excentricidade de Fágner para nas tatuagens. Casado com Bárbara, pai do pequeno Henrique, 1,5 ano, o jogador não é adepto do estilo boleiro. Vive na companhia da mulher e de parentes no dia a dia de treinos e jogos no Vasco.

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Arquivo pessoal
Fágner tatuou a imagem de Jesus Cristo na batata da perna
A presença da família, aliás, tem feito a diferença na vida do jogador. Fágner se lembra da transferência para o PSV Eindhoven, da Holanda, aos 18 anos. Foi morar sozinho. Jovem, solteiro, longe dos pais e dos amigos, não se adaptou. Curiosamente, voltando às tatuagens, a solidão culminou com a chegada de novos desenhos pelo corpo.

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“Difícil você dar certo lá fora muito novo. Te falta maturidade, experiência de vida”, comenta Fágner, que, nas férias de 2008, no Brasil, resolveu "dar em cima" de Bárbara, amiga de infância, em São Paulo, e prima do melhor amigo. “Saímos, ficamos e nunca mais nos separamos. Ela me ajuda muito. O jogador, para ser bem sucedido, precisa de uma boa esposa. Ela administra a casa, minha vida, cuida do meu filho”.

E assim o casal está feliz no Rio. Não pensam em deixar a cidade. Nessa batida, Fágner tem se destacado no Campeonato Brasileiro . Este ano, marcou cinco gols – quatro nos oito últimos jogos. Tem chamado a atenção também pelas assistências. E é trabalhando desta forma que ele, com idade olímpica, sonha estar em Londres em 2012.

Agência O Globo
Fagner exibe suas tatuagens ao comemorar o gol do Vasco
O episódio da desistência do gremista Mário Fernandes , mês passado, lhe abre porta de certa forma. Fágner não esconde que está sendo observado - até porque, o técnico Mano Menezes não aceitou as justificativas do jogador . Mas adverte, a prioridade é e será o Vasco.

“Meu pai sempre dizia: ‘Nunca ache que está bom. Se domingo foi bom, na quarta tem que ser melhor’. Não adianta pensar em seleção olímpica e esquecer de trabalhar forte aqui no Vasco. Claro que a boa fase e a história do Mário Fernandes me fazem criar uma expectativa, afinal, todos querem a seleção. Mas não vou ficar preso a isso. Quero continuar ajudando o Vasco, pois se o time for bem, todos vão se destacar”.
 

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