Brasileiro jogou cinco anos no Barcelona e esteve na final da Liga dos Campeões há dois anos contra o Manchester United

Brasileiro durante a festa pelo título da Liga dos Campeões em 2009
Getty Images
Brasileiro durante a festa pelo título da Liga dos Campeões em 2009
Em casa, na capital paulista, cercado da família e dos filhos. Assim, Sylvinho vai ver o jogo final da Liga dos Campeões da Europa entre Barcelona e Manchester United . Há exatos dois anos, os dois times se enfrentavam na decisão do mesmo torneio. O cenário que o lateral-esquerdo tinha em sua volta era completamente diferente do deste sábado. O estádio Olímpico de Roma completamente lotado.

Sylvinho foi titular na partida que ele classifica como a mais importante da sua carreira. A vitória de 2 a 0 contra o Manchester United. “Não posso dizer que foi uma surpresa jogar porque o Guardiola já tinha me avisado durante a semana. Mas foi um grande prêmio pelos cinco anos que estive lá. Surpresa eu tive no início daquela temporada, quando o Pep chegou. Muita gente saiu e achei que meu contrato não seria renovado”, conta o ex-jogador.

O brasileiro só jogou a partida porque o titular, o francês Éric Abidal , estava suspenso. Com a vitória e o título ganhou também um elogio do chefe. “Tiro o chapéu a Sylvinho por sua trajetória maravilhosa no Barcelona. Estou muito contente por ele, que merece muito esta conquista”, afirmou após o jogo o técnico do Barcelona, Josep Guardiola.

Sylvinho com a taça da Liga dos Campeões
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Sylvinho com a taça da Liga dos Campeões
A final contra o Manchester United foi a última partida do brasileiro com o Barça. Dois anos depois, já aposentado, ele estará na torcida por mais um título do clube na Liga dos Campeões. Sylvinho vê o duelo de gigantes europeus como parelho.

“O coração me diz para torcer para o Barcelona. Mas analisando são dois times muito fortes. Se comparar com as equipes de 2009, o Manchester perdeu o Cristiano Ronaldo e o Barça não tem o Eto’o . Só que no lugar dele entrou o Villa ”, analisa.

Quase um catalão
Um ano antes de jogar a final da Liga dos Campeões, Sylvinho sobreviveu a uma varredura que aconteceu no clube com a chegada de Pep Guardiola, que não perdoou nem o até então intocável Ronaldinho Gaúcho . “Vi todo mundo saindo, uns porque queriam outros por decisão do clube e achei que não ficaria mais. Vim para as férias no Brasil com um contrato pronto, mas achava que mesmo assim seria dispensado. Quando voltei para a Catalunha, fiquei até surpreso”, diz.

Com as saídas do Gaúcho, Deco e Belletti, o lateral foi o único brasileiro a seguir no time. Depois, ele ganhou a companhia de Daniel Alves. Sem problemas de comportamento e considerado um exemplo de integração com a cultura do clube, Guardiola apostou na permanência do lateral. “No primeiro ano, ele deu uma aula. Não foi a toa que foi campeão de tudo”, afirma Sylvinho.

Em cinco anos em Barcelona, o ex-corintiano aprendeu o catalão, idioma local. Além disso, participou de campanhas filantrópicas da Fundação FC Barcelona. “Foi a experiência mais importante da minha vida. Me sito um sortudo de ter tido essa oportunidade”, conclui.
Sylvinho marca Cristiano Ronaldo na final de Roma, em 2009
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Sylvinho marca Cristiano Ronaldo na final de Roma, em 2009

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