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Somália treina, e cartola descarta rescindir contrato do volante

Gerente de futebol do Botafogo, Anderson Barros, afirmou que jogador sofrerá, no máximo, multa de 40%

Renan Rodrigues, iG Rio de Janeiro |

O gerente de futebol do Botafogo, Anderson Barros, deu uma coletiva na tarde desta sexta-feira, na sede de General Severiano, para esclarecer a posição do clube no caso do volante Somália, acusado pela polícia de ter inventado um sequestro relâmpago na última quarta-feira. O dirigente revelou que irá esperar o fim do caso e ouvirá o jogador, mas adiantou que o contrato de Somália não será rescindido. O volante sofrerá uma multa de 40% sobre seu salário, na pior das hipóteses.

"O Botafogo de Futebol e Regatas não admite, e não admitirá indisciplina. Nós tivemos exemplos no passado e tomamos as medidas necessárias. Em relação ao atleta, estaremos esperando, porque é tudo muito recente. Vamos ver os desdobramentos para tomar a decisão correta, mas não passa pela cabeça do departamento de futebol uma rescisão contratual. Isso não acontecerá. Contratualmente, existe uma série de medidas alternativas que podem ser tomadas com o atleta. O máximo é uma punição financeira de até 40% dos seus vencimentos", declarou Anderson Barros.

Na nota oficial, o clube também informou que não irá fornecer um advogado para o jogador, que terá de procurar um defensor para o processo. "Isso será uma responsabilidade do Somália. A responsabilidade do Botafogo é apenas na esfera esportiva, no que ele representa dentro do clube. Saberemos tomar a decisão correta", disse o dirigente. Enquanto Anderson Barros falava com os jornalistas, o jogador treinou durante cerca de uma hora em General Severiano, fazendo exercícios físicos com os outros atletas. Os exames médicos de pré-temporada do jogador, que seriam realizados nesta sexta-feira, foram transferidos para amanhã. Ele preferiu não falar com a imprensa.

Apesar da falta na reapresentação do elenco e de alguns atrasos cometidos em 2010, o volante foi elogiado pelo seu comportamento dentro de campo e com os outros jogadores. "O Somália é um atleta de relacionamento ímpar por todos nós. A forma como ele se entrega nos jogos, nos treinamentos, o relacionamento com a torcida, principalmente com as crianças. Isso tudo é um atenuante para ele, não tenha dúvida, mas a falta no dia da reapresentação é considerada por mim uma falta muito grave. Então deve passar por uma multa bem significativa”, disse o gerente de futebol.

Para Anderson Barros, os avisos enfáticos da diretoria de que os atletas teriam uma punição severa se não se reapresentassem, acabou deixando o jogador assustado, podendo justificar a mentira. "Demos 30 dias de férias, todos os pagamentos estão em dia. Temos direito de cobrar profissionalismo. O Loco Abreu tinha o convite do 'amistoso das estrelas', mas não compareceu para respeitar o que foi acordado", explicou.

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