Volante do Botafogo fez um acordo com o Ministério Público por ter inventado sequêstro-relâmpago

O volante Somália compareceu na tarde desta quarta-feira ao XI Juizado Especial Criminal (Jecrim), na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, para participar da audiência sobre a acusação de falsa comunicação de crime. O jogador do Botafogo conseguiu um acordo com o Ministério Público, que encerrará o processo mediante o pagamento de 50 salários mínimos (R$ 22 mil) em cestas básicas.

A pena prevista para o crime é de um a seis meses de prisão, ou pagamento de multa. Somália terá que pagar a primeira parte até o próximo dia 27. Depois, são mais 30 dias para quitar a segunda parcela da doação. Graças ao acordo, Somália não irá a julgamento nem terá a ficha criminal suja. A promotoria também determinou que as cestas básicas devem ser doadas para os desabrigados da tragédia na região serrana do Rio de Janeiro.

O caso começou no dia 5 de janeiro, quando o jogador faltou a reapresentação do elenco. O volante ligou para o clube dizendo que havia sofrido um sequestro-relâmpago e se encaminhou para a 16ª DP, para registrar um boletim de ocorrência. Por conta das várias contradições no depoimento, a polícia foi até o prédio do atleta e teve acesso as imagens do elevador, provando que a história havia sido inventada.

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