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Sistema de segurança da FPF aguarda verba do ME para ser iniciado

Câmeras identificam os brigões automaticamente e barram entrada; financiamento virá do Ministério dos Esportes

Danilo Lavieri, iG São Paulo |

O clássico deste domingo entre Santos e Corinthians no Pacaembu servirá como teste para uma nova tecnologia israelense que pode identificar torcedores que se envolvam em confusões de forma automática. Por meio de câmeras, o sistema consegue cadastrar características faciais dos envolvidos e enviar para um banco de dados. Com esse cadastro, a pessoa não conseguirá mais entrar em nenhum estádio sem ser identificado e barrado pelos agentes de segurança que ficarão na porta dos estádios.

O problema que deve atrasar a implantação desse sistema é a falta de quem financie o sistema. O coronel Marcos Marinho, que é presidente da comissão de arbitragem e está à frente da novidade, explicou que o sistema será testado na entrada dos santistas no Pacaembu e toda a imprensa poderá ver o resultado. Depois disso, tudo será oferecido para que o convênio feito entre o Ministério dos Esportes e o Sindafebol (Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional e suas Entidades Estaduais de Administração e Ligas). O detalhe é que esse convênio está travado e sem prazo para que seja concluído.

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“É um sistema fantástico, que identifica várias marcas da pessoa e não tem erro. É impossível ser identificado uma vez e depois conseguir entrar. Assim que um brigão tentar entrar no portão, o sistema avisa o policial onde ele está tentando entrar e as características. Logo ele será abordado e identificado e depois conduzido”, disse Marinho, que depois admitiu o problema financeiro. “Esttá tudo pronto e enviando isso para o Ministério dos Esportes e para as associações ligadas aos clubes e eles vão ver o que fazer. Realmente a gente depende do convênio e dos clubes para que isso dê certo. Vai ficar a cargo das pessoas que querem melhorar a segurança nos estádios”, lamentou o dirigente.

Gazeta Press
Del Nero vê com otimismo a implantação de novo sistema

O Ministério dos Esportes liberou mais de R$ 6 milhões sem licitação para o Sindafebol, que é comandado pelo ex-presidente do Palmeiras Mustafá Contursi. Em contato recentemente com o iG, ele explicou que estão fazendo testes para cadastrar os torcedores em Curitiba.

“Toda a verba está guardada em uma conta bancária e está rendendo, como precisa acontecer com todo dinheiro público. Está guardado e estamos fazendo testes em Curitiba para saber como cadastraremos os torcedores, ver a aceitação. Precisaremos sentar com o Ministério e rever prazos e datas, porque talvez não consigamos colocar tudo até março de 2012”, explicou Mustafá Contursi.

Aliado de Mustafá na política palmeirense, o presidente da FPF, Marco Polo Del Nero, também mostra empolgação como novo sistema e afirma que com a identificação de cerca de 200 pessoas em cada torcida organizada conseguirá acabar com o problema da violência.

Ele também comemora o fato de que, atualmente, a FPF e a Polícia Militar têm apoio da legislação para poder punir e processar cada torcedor e entidade que se envolva em confusão nas praças esportivas.

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“Se identificarmos entre 100 e 200 pessoas das torcidas grandes, com as relações dos nomes, acabamos com o problema. Damos uma canetada e as pessoas ficam proibidas de entrar. A FPF vai tomar essa providência. É por aí que vamos fazer. Você pode ver qiue na briga da Libertadores, quando o Corinthians perdeu do River, tinham 39.800 pessoas, 4.000 da Gaviões e só 200 foram para a briga. Isso é bem identificado. Afastando esses 200, teremos um clima melhor”, observou Del Nero.

“O promotor Paulo Castilho fez um longo estudo, identificou os problemas e agora temos a lei. Só falta a ação”, completou.

Gazeta Press
Del Nero vê com otimismo a implantação de novo sistema

O sistema não tem capacidade de identificar o nome de uma pessoa que ainda não está cadastrada. A tecnologia, no entanto, registra as características faciais e fará um rastreamento em todos as partidas. Assim que as câmeras identificarem a face de um responsável por confusão, o sistema aciona os policiais. A partir daí, ele será fichado. Se for unificado, o sistema impedirá a presença do cidadão em todas as praças esportivas do país.

Atualmente, esse sistema já opera no Brasil nos principais aeroportos, monitorando tudo o que acontece nas principais áreas, aumentando a segurança. Além disso, o Coronel Marcos Marinho explicou que a tecnologia é muito parecida com as dos radares que identificam as placas de carros que andam no rodízio municipal de São Paulo, por exemplo.

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