Fifpro divulgou nota na qual diz que "nem tudo que reluz é ouro no futebol da Espanha". Duas primeiras rodadas não devem ocorrer

Puyol participou de evento de repúdio dos atletas que jogam na Espanha à falta de recurso dos clubes
EFE
Puyol participou de evento de repúdio dos atletas que jogam na Espanha à falta de recurso dos clubes
O Fifpro, sindicato internacional de jogadores profissionais, divulgou nesta sexta-feira (12 de agosto) que apoia a greve que os atletas farão nas duas primeiras rodadas do Campeonato Espanhol , que deveria começar no dia 20 de agosto. A AFE (Associação de Jogadores Profissionais da Espanha) pede garantias para que atletas não fiquem sem receber salários, algo corriqueiro na última temporada em times médios e pequenos.

“Respaldamos cem por cento a decisão dos jogadores espanhóis. A Espanha é um país é um grande país do futebol, ganhou a Copa do Mundo e títulos continentais, mas tudo que reluz não é ouro por lá”, disse Leonardo Grosso, presidente do Fifpro.

Segundo a entidade, pelo menos 200 jogadores estão com salários atrasados e não conseguem pagar contas do dia a dia. A dívida de alguns clubes na Espanha chega a 50 milhões de euros (R$ 115 milhões) e, segundo Grosso, não é possível que a Liga Espanhola permita que estes times permaneçam na competição.

Na quinta-feira (11 de agosto), diversos jogadores, entre eles dos grandes Real Madrid e Barcelona (que não atrasam pagamentos), participaram de entrevista na qual anunciaram a decisão de não participar das duas primeiras rodadas.

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