Árbitro que se despede do apito este ano elogia vencedor, Sandro Meira Ricci, e afirma que se houve algum jogo ruim em sua carreira, já esqueceu

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Encerrando uma carreira de 27 anos na arbitragem, com 1.198 jogos, Carlos Eugênio Simon esteve no Footecon, fórum de futebol que se encerra nesta quarta-feira, no Copacabana Palace, no Rio, destacou o fim da partida entre Fluminense e Guarani, no último domingo, no Engenhão, como um dos momentos que mais marcaram sua trajetória. Aplaudido no início e ovacionado no fim, chegando a ser carregado por seus assistentes, Simon se emocionou. Só não pareceu muito satisfeito com o segundo lugar no prêmio de melhor do Brasileiro.

Simon rasgou elogios a Sandro Meira Ricci, que ficou com o primeiro lugar e será o seu sucessor como árbitro brasileiro na Fifa, mas indagado sobre o resultado, que gerou vaias da platéia no Theatro Municipal, na segunda-feira, deixou transparecer uma pontinha de insatisfação para depois falar de Ricci em um discurso mais político.

"Essa eleição eu não tenho nem os dados, como é que é feita a seleção, como termina a votação. Respeito o Sandro Ricci, é um jovem que tem muito a crescer, é uma alegria enorme para mim ele estar recebendo o meu escudo da Fifa, a partir do ano que vem ele é quem vai ser o meu sucessor na entidade, não podia ser uma escolha melhor. Mas essa eleição eu te confesso que já estar no meio, com 45 anos de idade, concorrendo com jovens, é importante de qualquer forma. Não tem porque querer mais do que já alcancei", disse.

Lembrando da "final" do Brasileiro deste ano, afirmou que sentirá falta do apito, mas que se sente realizado pelo respeito que sentiu do público, dos jogadores e dos companheiros árbitros e assistentes."Foi emocionante, uma sensação boa, como terminou tudo, sendo ovacionado pelo estádio, coisa que é difícil acontecer. O respeito do público, dos jogadores, mais uma final na minha carreira, vou sentir falta, são 27 anos, não 27 dias. Mas graças a Deus é uma carreira que posso olhar para trás e ver que foi vitoriosa pelo respeito dos meus companheiros árbitros, assistentes. Muito trabalho e muita disciplina".

Ele se mostrou a favor da inclusão da tecnologia para auxiliar a arbitragem, como chips na bola, mas descarta a revisão de lances polêmicos. "Não tem mais volta, a tecnologia veio para ficar em todos os segmentos e no futebol também. Hoje já existe o ponto eletrônico, o chip na bola, a bandeira eletrônica, acho que isso pode melhorar bastante a condição do árbitro. O equívoco faz parte, mesmo com a tecnologia vão acontecer, o árbitro é ser humano. Quem não errou ainda no futebol ou na vida? Mas com a televisão são 20, 22 câmeras por jogo, então vão captar todos os lances. Não sou a favor de rever lances, parar o jogo, a regra é interpretativa, tem pênalti que eu vou dizer que é e você vai achar que não".

Indagado sobre o melhor e o pior momento da carreira, brincou: "Foram 1.198 jogos. Como disse o Roberto Carlos, são tantas emoções. O último marcou bastante, pela forma como terminou. Deve ter algum ruim, mas esqueci".

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