Ex-jogador da Itália disse que "inventaram muitas coisas" e que só apostou de maneira legal

Giuseppe Signori, ex-jogador da seleção italiana, deu uma entrevista para explicar as acusações de participar de um esquema fraudulento de manipulação de partidas para uma empresa de apostas. Chorando, ele disse se sentir em um filme e garantiu sua inocência.

"Estas notícias são inventadas, falsas. É um massacre midiático. Em questão de dias, minha vida toda foi manchada", disse o ex-jogador, às lágrimas. "Gosto de apostar, mas de maneira legal. Nunca manipulei nada, não faço parte de bando nenhum. Inventaram muita coisa", defendeu-se.

Signori chegou a ser preso no início do mês com outras 15 pessoas, entre eles ex-jogadores como Bressan e Parlatto e atletas ainda em atividade, como Micolucci e Sommese, ambos do Ascoli. A polícia da Itália diz ter provas "irrefutáveis" de manipulação de resultados nas divisões inferiores da liga nacional e ainda investiga a atuação da máfia na Série A.

"Parecia que tinha alguém se divertindo, e eu não podia falar nada. Eu estava em um trem quando a polícia procurava provas na minha casa. Nunca tive nada com a Justiça. Eu me senti como em um filme, em estado de choque", relembrou Signori, que pretende não se envolver mais no esporte do qual deixou de ser atleta profissional desde 2005.

"Acredito que vou me distanciar do futebol. Eu tinha dois contratos firmados, um como comentarista e outro em uma casa de apostas, mas não me vejo capaz de fazer mais nada", lamentou Signori, que defendeu Leffe, Piacenza, Trento, Foggia, Lazio, Sampdoria e Bologna, todos da Itália, entre 1984 e 2004, além do Iraklis Thessaloniki, na Grécia, e do MFC Sopron, da Hungria.

O ex-jogador, hoje com 43 anos, esteve com a seleção italiana vice-campeã da Copa do Mundo de 1994 e foi artilheiro da primeira divisão do Campeonato Italiano em 1993, 1994 e 1996, todos atuando pela Lazio.

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