Trocas de treinadores, saída de dirigentes e falta de resultados tumultuam futebol gaúcho

Celso Roth não durou no cargo nesta temporada
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Celso Roth não durou no cargo nesta temporada
2011 prometia ser especial para Grêmio e Inter . Após uma temporada na qual o time vermelho foi campeão da América e o azul fugiu do rebaixamento do Brasileirão, ambos projetavam a busca pelo tri da Libertadores. Uma sequência de erros, porém, culminou com eliminações precoces, demissão de treinadores ídolos, troca de dirigentes e, claro, muitas dúvidas sobre o futuro das equipes no Nacional.

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Tudo fruto da falta de planejamento e convicção no trabalho, algo que deixou para trás temporadas recentes de sucesso por uma coleção de trapalhadas. Que começou antes mesmo de a bola rolar.

O último caso foi a saída de todo o departamento de futebol do Grêmio . A má fase do time – não ganha há três jogos e está em 16º com dois pontos de vantagem para o zona da degola – e a crise política – críticas feitas por colegas de gestão – determinaram a saída de Antônio Vicente Martins e seus pares. Paulo Pelaipe será apresentado nesta terça-feira como novo diretor executivo.

As confusões, porém, começaram em dezembro do ano anterior. Obstinada em contratar Ronaldinho Gaúcho, que havia decidido não ficar no Milan, a direção projetava dar um salto de qualidade. O sonho virou pesadelo . O atleta preferiu aceitar a oferta do Flamengo já em janeiro.

MiGCompLinks_C:undefined O Inter também teve seu primeiro momento de instabilidade nos primeiros dias do ano. Os dirigentes optaram por manter Celso Roth como técnico ainda em dezembro, mesmo após os protestos da torcida pela eliminação diante do Mazembe na semifinal do Mundial de Clubes.

A torcida do Grêmio foi ficar irritada com a saída de Jonas para o Valência – o atacante não teve atendida a sua solicitação para renovar contrato. Os colorados não esqueciam o treinador e, em fevereiro, criariam as “marchinhas", criticando o defensivismo do time .

Daí em diante, pequenos incidentes tomaram a rotina tricolor: Vinicius Pacheco foi contratado sem o aval do Flamengo; os jovens Jaílton e Leandro não puderam embarcar a Rivera , onde atuariam com o time reserva no Gre-Nal do Gauchão, porque faltaram documentos; foi enviada à Conmebol com erros a lista de trocas na Libertadores ; a negociação com o volante Everton, do Cruzeiro, foi suspensa pois não se sabia que ele estava lesionado ; Carlos Alberto foi defendido publicamente das acusações de indisciplina, mas depois foi liberado sem rescisão contratual ; e o zagueiro Rafael Marques foi afastado do grupo, fora dos planos , mas acabou reincorporado e está no time titular.

Celso Roth não durou no cargo nesta temporada
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Celso Roth não durou no cargo nesta temporada
O Inter, então, iria demitir Roth em 8 de abril , quando o time perdeu o primeiro jogo na Libertadores, ainda na fase de grupos. Falcão foi a alternativa . A chegada do ídolo mobilizou o clube. A confiança era de que tudo passaria a dar certo. Mas não foi assim. O time caiu na Libertadores ainda no primeiro mês de trabalho do novo técnico , dia 4 de maio, mesma data da eliminação gremista.

No discurso externo tudo parecia uma maravilha, até pelo título do Gauchão contra o Grêmio , mas internamente o Inter pegava fogo. O trabalho de Falcão não agradava. Ele parecia desembocado, depois de uma década e meia sem trabalhar na função. A primeira crise na mídia foi em 30 de maio, quando o treinador pediu contratações, alegando que o grupo não tinha condições de brigar pelo título brasileiro .

Sem contratações, Renato Gaúcho não conseguiu resultados no Brasileirão. Foi dispensado antes de utilizar no time principal os reforços após o empate com o Avaí. Foi o mesmo caminho de Falcão, que levou 4 a 0 do São Paulo, no Beira-Rio, e acabou demitido . A saída não foi pacífica e revelou a  má relação com o presidente Giovanni Luigi .

O bom desempenho na Copa Audi tranquilizou o ambiente. O clube não definiu quem será o novo treinador, mas completa meio mês sem nova turbulência. Osmar Loss é o interino. Comanda um time que está em sétimo, seis pontos atrás do G4.

O Grêmio só terá paz se vencer o Atlético-MG na quarta-feira. Pode ser o primeiro passo. Caso contrário Julinho Camargo, o substituto de Renato, também pode cair.

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