Presidente da Fifa informou que irá ao Senado, mas não confirmou a data da visita a Brasília

Após os senadores vetarem o nome de Jérôme Valcke, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, enviou uma carta confirmando que irá a Brasília falar com os parlamentares. O Senado está analisando a Lei Geral da Copa, que deverá ser votada até maio. O número 1 da organizadora do Mundial, entretanto, não teria ainda confirmado quando poderá visitar a capital federal.

Joseph Blatter não confirmou quando virá ao Brasil
AP
Joseph Blatter não confirmou quando virá ao Brasil
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O presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte , Roberto Requião (PMDB/PR), afirmou que a votação do projeto de lei que dá garantias à Fifa depende da visita de Blatter. "Como o convite foi feito pelas três comissões por onde tramitará o projeto da Lei Geral da Copa, o regimento [do Senado] determina que, enquanto o presidente da Fifa não vier a audiência, a votação ficará suspensa", afirmou Requião.

Na última semana, a Fifa informou que Blatter não tinha nenhuma viagem prevista para o Brasil. Nesta terça-feira, o presidente da Comissão, Roberto Requião (PMDB/PR), leu a carta enviada pela entidade máxima do futebol confirmando o interesse do dirigente de falar com os senadores.

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Há uma semana, os senadores da Comissão de Educação, Cultura e Esporte cancelaram a audiência pública que receberia o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, no próximo dia 11. O número 1 da entidade, Joseph Blatter, foi convidado, mas respondeu ao pedido dizendo que Valcke o representaria. O dirigente ficou marcado pela declaração de que o Brasil precisava de um “chute no traseiro” para adiantar o andamento das obras para a Copa do Mundo.

"Chute no traseiro"
A indicação de Valcke pela Fifa irritou o Governo Federal, que pressionou os senadores para cancelarem a audiência pública. Após afirmar, no início de março, que o Brasil merecia um “chute na traseiro” para acelerar a organização do Mundial, Valcke entrou no centro de uma polêmica com o Governo Federal. Seu nome foi vetado pelo ministro do Esporte, Aldo Rebelo, como interlocutor da Fifa com o governo brasileiro.

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Depois disso, o dirigente enviou uma carta para Rebelo pedindo desculpas pelas palavras. O presidente da Fifa também escreveu para o ministro, que aceitou as desculpas. Depois do incidente, Valcke adiou uma visita prevista ao Brasil e Joseph Blatter se reuniu com a presidenta Dilma Rousseff em Brasília. Após o encontro, o número 1 da Fifa não respondeu se Valcke voltaria a visitar o país. “Podem me dar tempo para resolver o problema?”, respondeu o cartola aos jornalistas.

Na última semana, porém, Blatter já dizia que Valcke estava à frente da organização do Mundial no Brasil. O secretário-geral da Fifa tido na entidade como o dirigente mais importante na organização dos mundiais. Foi assim na África do Sul, quando gerou ao criticar o país organizador do torneio.

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