Atlético-MG vai enfrentar seus dois últimos treinadores nas partidas contra Flamengo e Internacional

Flickr/Clube Atlético Mineiro
Luxemburgo teve carta branca para montar o elenco do Atlético-MG, mas não de resultado
A semana do Atlético-MG vai ser marcada por dois clássicos nacionais, contra Flamengo (quarta-feira) e Internacional (domingo). Não bastasse a importância natural de cada partida, pela tradição dos confrontos e pela busca de melhores posições das equipes, os duelos pela 25ª e 26ª rodada do Campeonato Brasileiro marcam o reencontro do Atlético-MG com Vanderlei Luxemburgo e Dorival Júnior , seus dois últimos treinadores.

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Contratado a peso de ouro pelo Atlético-MG, Vanderlei Luxemburgo chegou à Cidade do Galo custando R$ 700 mil mensais (incluindo a comissão técnica) e prometendo resultados. Depois de conquistar o Campeonato Mineiro e parar na Copa do Brasil para o Santos , então sensação com os garotos Neymar , Ganso e André , hoje no próprio Atlético-MG, as expectativas para o Brasileirão não eram ruins.

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Mas 24 rodadas depois, o time estava na 18ª colocação, com 21 pontos e 13 derrotas, o que causou a queda de Luxa . Quase um ano depois de deixar o clube, que aconteceu dia 23 de setembro, o jogo desta quarta vai ser dia 21 de setembro, o treinador reencontra o Atlético-MG em situação menos ruim. O clube é o 17º colocado com 24 pontos. Esse vai ter o terceiro jogo de Luxa contra o Atlético-MG desde a sua saída, curiosamente as duas partidas anteriores terminaram 4 a 1, com uma goleada para cada lado.

Dorival comandou o Atlético em 52 partidas, com 25 vitórias, 11 empates e 16 deorrotas
Futura Press
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“Estou chateado porque o trabalho não fluiu. O presidente optou pela minha troca e entendo isso como uma coisa natural do futebol. Saio chateado não com o Kalil (presidente do Atlético-MG), muito pelo contrário, mas porque a gente queria fazer as coisas acontecerem”, disse Vanderlei Luxemburgo ainda no vestiário do Engenhão, ao comunicar que havia sido demitido.

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Com a queda de Vanderlei Luxemburgo, o Atlético-MG foi atrás de Dorival Júnior, que tinha sido mando embora do Santos três dias antes, por conta de uma confusão com o atacante Neymar. O então novo técnico atleticano tinha espinhosa missão de somar 24 pontos em 15 rodadas para evitar o rebaixamento do Atlético-MG. E foi o que Dorival fez.

Apesar de perder para o Grêmio na sua estreia, o Atlético-MG terminou o Brasileirão com 45 pontos e na 13ª colocação. Com o feito de 2010 e a possibilidade da montagem do elenco por Dorival Júnior, o ano atleticano prometia ser promissor. Mas em março o clube já havia perdido Diego Souza , Diego Tardelli e Obina, suas principais estrelas.

O que se viu a partir de então foi uma equipe que viveu altos e baixos, como mais baixos, é verdade. O Atlético-MG caiu de forma vexatória para o Grêmio Prudente na segunda fase da Copa do Brasil, perdeu a final do Campeonato Mineiro para o Cruzeiro e no Brasileirão o time tinha oito derrotas em 15 partidas e caminhava para entrar na zona de rebaixamento. Diante desse quadro, Dorival não suportou a pressão e foi mandado embora. A entrada na zona de rebaixamento se confirmou com a chegada de Cuca , que comandou o time em dez jogos, com três vitórias e sete derrotas.

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