Técnico do Grêmio faz de cada treino uma aula e começa a ter resultado no Brasileirão

Celso Roth gosta de conversar com os jogadores
Wesley Santos/Pressdigital
Celso Roth gosta de conversar com os jogadores
Celso Roth é conhecido pelo estilo trabalhador e disciplinador. Nesta quinta passagem pelo Grêmio, ao assumir com a missão de salvar o time do rebaixamento no Brasileirão, agregou uma terceira qualidade ao perfil: ar de professor. É comum vê-lo, durante os treinos, não só explicar o posicionamento e a execução de determinada jogada, bem como perguntar como os jogadores pretendem fazê-lo.

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O curioso é que, pelas características mais conhecidas, quase ninguém o responde – Victor, Gilberto Silva e Fábio Rochemback, os mais experientes, costumam participar das "aulas". Mário, com receio de errar a resposta, explicou o sentimento com a situação:

"Mesmo sabendo, fico quieto. Ele é meio 'bruto', então, a alfinetada pode ser grande".

A frase do zagueiro está longe de ser uma reclamação. Todos os jogadores respeitam o comandante até porque o trabalho vem dando resultado. Sem "varinha mágica", aliás.

"O trabalho se faz com repetição. Não tenho nenhuma varinha mágica, não, eu não vou lá trabalhar o psicológico dos jogadores. Trabalho com justiça, para fazer minhas escolhas dentro das oportunidades que eles têm. Quem se escala são eles através do rendimento nos treinos e nos jogos", disse Roth.

No treino de terça-feira, o último antes da viagem a Salvador, onde, na quinta-feira, o Grêmio enfrenta o Bahia, cena se repetiu. Roth perguntou e o silêncio tomou conta do gramado. Então, o treinador assume o papel de responder o próprio questionamento e exemplificá-lo.

Até o momento, embora os resultados não sejam o esperado, o nível de atuação melhorou. Dos últimos três jogos, o time perdeu para Corinthians, porém, venceu Internacional e Atlético-PR.

A próxima missão é contra o Bahia, quinta-feira, em Salvador.

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