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Por protesto, torcedores organizados do Palmeiras não entraram para ver seu time diante do Coritiba

Um clima completamente diferente domina o Pacaembu nesta quarta-feira para o jogo entre Palmeiras e Coritiba. Há um grande número de famílias e nenhuma torcida organizada, que preferiram apenas fazer protesto na porta do estádio. E essa tranquilidade atraiu “novos torcedores” ao local do jogo.

É o caso da família Thomazetti. O enfermeiro Rogério, marido de Márcia e pai de Letícia e Caroline, frequenta sempre os jogos do Palmeiras e aproveitou o estádio vazio para trazer suas companheiras pela primeira vez a um jogo de futebol.

O curioso é que sua mulher é corintiana, Letícia se auto define como “bandeirinha” e apenas Caroline herdou o amor de seu pai.

Da esquerda para direita, Caroline, Rogério, Márcia e Letícia no Pacaembu quase vazio
Danilo Lavieri, iG São Paulo
Da esquerda para direita, Caroline, Rogério, Márcia e Letícia no Pacaembu quase vazio


“Eu vi o primeiro jogo do trabalho e meu coração partiu em dois. Nem sei o que senti. Alguma coisa aconteceu, alguma coisa bem forte. Agora é ver se os jogadores vão correr para ganhar o jogo. O importante é ganhar, mas a gente sempre acredita na virada”, disse Rogério.

“Eu nunca tinha vindo no estádio e na verdade eu sou corintiana (risos). Mas hoje eu estou no estádio para torcer pelo Palmeiras e ajudar o marido”, explicou Márcia.

Até as 20h, apenas 700 ingressos tinham sido vendidos. A menos de 10 minutos do jogo começar, o estádio estava com cerca de 2 mil pessoas e os torcedores comuns se organizavam para dar apoio ao time.

O silêncio não tomava conta do estádio, como era o esperado e nomes que foram alvos de protesto da organizada, como o de Kleber, receberam apoio dos presentes.

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