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Sem o parceiro Iniesta, Xavi caiu com o Barcelona na última Liga

Dupla, alicerce da vitoriosa Era Guardiola, não poderá jogar junta no meio-campo da equipe contra o Real Madrid, nesta quarta

Bruno Pessa, iG São Paulo |

A perda de Andrés Iniesta para a ida das semifinais da Liga dos Campeões, contra o arquirrival Real Madrid, talvez não preocupe o técnico Josep Guardiola apenas pelo que o meio-campista representa para sua equipe. Pela cabeça do treinador do Barcelona pode passar o filme da derrota mais significativa do clube desde o início de seu trabalho no banco de reservas, quando os catalães foram eliminados pela Inter de Milão – de José Mourinho, hoje no Real - na semifinal da última Liga. Com Xavi Hernández em campo, mas sem o afiado parceiro Iniesta.

Alicerce não apenas do Barça da vitoriosa Era Guardiola, que já acumula oito conquistas desde o início da temporada 2008/2009, como também da seleção espanhola que deu o primeiro título mundial ao país em 2010, a dupla Xavi-Iniesta é fortemente responsável pelo eficiente futebol da equipe. Com amplo domínio da posse de bola e toques envolventes no campo de ataque, o Barcelona de Guardiola credita aos dois meio-campistas a origem de boa parte de suas jogadas de gols – com exceção dos rompantes quase que 100% individuais de Lionel Messi.

Então podemos dizer que o atual líder do Campeonato Espanhol, muito perto do tricampeonato consecutivo, fica mais vulnerável quando perde ao menos um dos dois, Iniesta ou Xavi? Não, nem sempre. Levando em consideração todos os jogos de mata-matas disputados pelo Barcelona nas últimas três Liga dos Campeões, incluindo a final em “mata” (jogo único) de 2008/2009, Guardiola não teve a dupla completa em sete oportunidades de um total de 17 partidas. Foram seis ausências de Iniesta e uma de Xavi. Dessas sete, o Barcelona só perdeu uma. Venceu quatro e empatou duas.

O revés foi justamente para a Inter, em Milão, 3 a 1 na ida das semifinais da edição passada. Na volta, Iniesta novamente foi baixa, o time espanhol até venceu em casa, mas o 1 a 0 não foi suficiente para evitar a eliminação. Aliás, a Liga de 2009/2010 foi o período em que Iniesta mais desfalcou o time nos mata-matas, não sendo titular em quatro dos seis jogos decisivos (oitavas, quartas e semifinais). No mesmo campeonato, Xavi não atuou uma vez, porém mesmo sem ele a equipe goleou o Stuttgart por 4 a 0 na volta das oitavas.

Quando foi campeão continental, em 2008/2009, o Barça somente não teve a parceria um jogo decisivo. Não ganhou nem perdeu: 1 a 1 contra o Lyon, na França, a quem posteriormente imporia um 5 a 2 no Camp Nou. Já na atual edição da “Champions”, das quatro partidas disputadas em oitavas e quartas de finais, a dupla só não foi vista na volta contra o Shakhtar Donetsk. Mesmo assim, o time fez 1 a 0 na Ucrânia e seguiu adiante. Resta saber se nesta quarta, novamente com a dupla capenga, Guardiola vai conseguir fazer a equipe não sentir tanta falta de um de seus maestros.

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