Zagueiro venceu prêmio Craque da Galera e agradeceu Ricardo Gomes por ensiná-lo a se posicionar

Zagueiro pode ser chamado de craque? No caso de Dedé , parece que sim. O prêmio Craque do Brasileirão, divulgado na noite desta segunda-feira em São Paulo, teve um vencedor em situação inédita, já que Neymar foi eleito apesar de o Santos nunca ter disputado o título de 2011 (preocupado com a Libertadores e, depois, com a preparação para o Mundial), mas mesmo se o segundo colocado vencesse, também seria uma novidade. Nunca um defensor levou o título e Dedé foi o vice.

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Dedé levantou o prêmio de melhor zagueiro e o Craque da Galera (votação virtual da torcida). Um zagueiro já havia faturado este, em 2009, com Thiago Silva , na época no Fluminense . Com dois troféus na mão, o defensor deixou o Auditório do Ibirapuera tendo que responder a mesma pergunta diversas vezes: quando vai deixar o Vasco ? Como Neymar não compareceu à premiação, já que estava embarcando com a delegação do Santos para o Japão, Dedé foi o mais assediado.

“É difícil você ter um caso como o Neymar, que recebe mil propostas e fica. Mas por enquanto quero pensar no Vasco e só no Vasco. Ano que vem tem Libertadores e esses prêmios são motivações para eu ficar. Minha família deve estar vibrando no Rio”, disse Anderson Vital da Silva, 23 anos, natural de Volta Redonda, onde começou a jogar futebol.

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Dedé e seus dois prêmios: Melhor zagueiro e Craque da Galera
AE
Dedé e seus dois prêmios: Melhor zagueiro e Craque da Galera

Se teve Júnior Baiano como guru no início de carreira, foi Ricardo Gomes , treinador do Vasco, que teve papel decisivo em sua melhora dentro de campo. “Ele me ensinou muito de posicionamento. Sempre tive força, até uma técnica boa e um cabeceio bom. Mas falhava no posicionamento. E ser treinado por um grande zagueiro, que foi o Ricardo, me ajudou muito”, disse Dedé.

Com contrato até 2014, é improvável pensar em Dedé mais alguns anos no Brasil. Comprado pelo Vasco em 2009 por R$ 1,4 milhão, ele pode render um bom lucro ao clube comandado por Roberto Dinamite. Por sinal, a falta do “chefe” intrigou Dedé na premiação: Dinamite disse que não foi convidado, o que a CBF negou.

“Ele merecia estar aqui, por essa campanha esse ano”, disse Dedé .

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