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Sem Kassab, prefeitos apresentam a Dilma reivindicações para Copa

Governantes querem regras específicas para processos licitatórios que agilizem trâmites burocráticos

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Os prefeitos das cidades brasileiras que receberão jogos da Copa do Mundo se reuniram na manhã desta terça-feira, em Brasília, para preparar uma espécie de carta conjunta a ser entregue à presidente Dilma Rousseff. O documento, que traz as reivindicações comuns a todos para facilitar a realização das obras até 2014, foi entregue na reunião que aconteceu à tarde, no Palácio do Planalto, entre Dilma e representantes dos governos estaduais e municipais das 12 sedes.

O prefeiro de São Paulo, Gilberto Kassab, mandou sua vice, Alda Marcoantonio, como representante no encontro. Ele ficou na capital paulista, onde participa de um evento climaático com representantes das 40 maiores cidades do mundo.

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Dilma e ministros se reuniram com prefeitos e governadores das cidades e estados que sediarão jogos da Copa 2014

Os prefeitos pedem que Dilma edite uma legislação especial para permitir que os processos licitatórios não sejam obrigados a passar pelos trâmites burocráticos que acabam por atrasar as obras. Eles querem ainda que haja modificação no sistema que controla os convênios e impossibilita as cidades de obter financiamentos, muita vezes por pequenas pendências consideradas por eles insignificantes, cujo nome técnico é calc.

"Não é para passar por cima de nada. Só queremos um modelo que permita dar agilidade às obras que têm data marcada para serem concluídas", disse a prefeita de Natal, Micarla de Sousa. A capital potiguar, inclusive, é uma das cidades mais atrasadas na preparação para receber a Copa. A prefeita explicou nesta terça-feira que, apesar dos problemas enfrentados até agora, o estádio será construído no modelo parceria público privada e ficará pronto em dezembro de 2013.

As duas maiores queixas dos prefeitos são os problemas que as cidades têm com mobilidade urbana e aeroportos. O prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, atribuiu o atraso nas obras de construção do estádio ao governo do Estado e disse que "sem recursos e sem meios fica muito difícil conseguir fazer qualquer coisa". Também se queixou da falta de um projeto de mobilidade urbana para a cidade, um problema crônico que, segundo ele, precisa ser resolvido.

"Não se pode carrear uma montanha de recursos por conta de quatro dias de Copa", reclamou Amazonino Mendes, reconhecendo que há muito o que ser feito em Manaus, além dos preparativos da Copa. "Nossa grande preocupação é a mobilidade", insistiu o prefeito. Em relação à rede hoteleira, outra deficiência de Manaus, ele resumiu que "esta questão poderá ser resolvida com navios no porto da cidade".

O prefeito de Cuiabá, Francisco Galindo, salientou que os prefeitos querem que o governo federal aproveite a oportunidade de receber o Mundial para resolver os problemas que afligem as regiões carentes dessas capitais. "Existem pontos destas capitais que nem sequer possuem pavimentação e precisamos aproveitar esta oportunidade para realizar obras não só para atender a Copa, mas para beneficiar a cidade como um todo", comentou.

Já o prefeito de Porto Alegre, José Fortunato, reclamou da indefinição quanto ao aumento da pista do aeroporto da cidade, que não tem capacidade para receber aviões de grande porte, e à instalação do equipamento que permite pousos em condições meteorológicas adversas. "Não queremos a Copa do Mundo pela Copa, mas pela infraestrutura que ela poderá deixar para todas as cidades", comentou ele.

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