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Sem dinheiro, Paraná vive dilema para segurar jovem revelação

Principal nome criado no clube desde Giuliano, Kelvin vale entre R$ 7 milhões e R$ 20 milhões. Não vendê-lo é o ideal, mas as contas do clube dizem o contrário

Altair Santos, especial para o iG |

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O Paraná Clube sai da Série B do Brasileiro com um recorde: entre as 20 equipes da disputa, tem a menor folha de pagamento: cerca de R$ 300 mil para um elenco de 38 jogadores. Com um orçamento global de cerca de R$ 1,1 milhão para a competição, mesmo pagando pouco o Paraná teve problemas. A ponto de enfrentar duas ameaças de greve dos atletas.

Segundo o presidente do clube, Aquilino Romani, para competir de igual para igual seriam necessários R$ 7 milhões para bancar a temporada. É muito desigual você ir para um campeonato em que alguns rivais têm uma verba de televisão até 10 vezes maior, alega o dirigente, que agora vive um dilema: vender ou não o atacante Kelvin, 17 anos, principal revelação do Paraná desde Giuliano, atualmente no Internacional.

Com os direitos econômicos estipulados em R$ 7 milhões para o mercado nacional, a venda do jogador solucionaria o problema de fluxo de caixa para a próxima temporada. Só que, apesar do assédio de empresários, há quem defenda no clube que Kelvin continue pelo menos por mais uma temporada a atuar no Paraná. Ele pode gerar receita de marketing e se pagar, avalia o assessor de futebol Paulo César Silva.

Outra razão é a de que, desde que Kelvin fique e ajude a reconduzir o Paraná à primeira divisão de 2012, ele poderia ser negociado com o futebol internacional por R$ 20 milhões, valor estipulado para transações fora do país. Se ele fica ou não, será um decisão do clube e dos parceiros do clube e não exclusivamente minha, afirma Aquilino.

Kelvin, um atacante que lembra os antigos pontas direitos, atraiu, na vitória do Paraná Clube por 1 a 0 sobre o América-MG, dia 2 de novembro, 20 agentes Fifa ao estádio Durival Britto, em Curitiba. Carlinhos Sabiá, que representa o grupo argentino que levou Montillo ao Cruzeiro, saiu falando maravilhas do jovem jogador. Ele é diferenciado, resumiu. O agente ofereceu R$ 3 milhões pela parte do clube nos direitos do jogador.   

Hoje, o Paraná detém cerca de 25% dos direitos do jogador. Os outros 25% pertencem ao conselheiro Renato Trombini, que nos últimos dois anos tem agido como um mecenas para socorrer o clube. Os demais 50% estão nas mãos da empresa B.A.S.E, que dá suporte às categorias de base do Paraná e banca o CT Ninho Gralha para a formação de jogadores. São interesses diversos em torno do jogador, que recebe R$ 12 mil por mês e tem contrato até o fim de 2013. Resistir à pressão é o desafio do clube nesta reta final da temporada 2010.

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