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Sem dinheiro, C13 caminha para fim ou mudança política

Entidade deixará de receber R$ 8 milhões da Globo em 2012. Só mudança política pode reverter quadro

Marcel Rizzo e Paulo Passos, iG São Paulo |

Após ser derrotado na tentativa de organizar uma concorrência para venda dos direitos de transmissão do Brasileiro, o Clube dos 13 pode acabar. Apesar dos filiados, que foram à assembléia da entidade nesta terça-feira, não admitirem, dificilmente o C13 seguirá existindo. Ao menos do modo como é hoje.

A partir de 2012, o Clube dos 13 deixará de receber R$ 8 milhões por ano que tem direito pelo contrato vigente com a Globo. O valor corresponde à cessão dos direitos de imagem da marca da entidade. “Somos uma entidade superavitária, enxuta, auto-suficiente, que se mantém pela venda da marca, adquirida pela Globo e pela Globosat. Com os R$ 8 milhões pagamos nossas despesas”, afirmou Fábio Koff, presidente do C13.

Como os contratos para a transmissão do Brasileiro, a partir do ano que vem, foram feitos diretamente pelos clubes com a emissora, sem o intermédio do C13, o valor deixará de ser pago.

AE
Presidente do Corinthians ganha força após impasse no C13
Nesta terça-feira, os filiados do Clube dos 13 realizaram uma assembléia e criaram uma comissão para
levantar as dívidas dos associados
e, também, para ver o que cada um tem a receber. Segundo Koff, o resultado deve sair em 30 dias. O dirigente calcula que o C13 tenha R$ 50 milhões para distribuir aos clubes. Grande parte dos filiados, porém, devem à entidade. Os valores correspondem às antecipações dos direitos de televisão e aos empréstimos bancários.

Koff tem mandato até 2013, mas já admite que deixará o cargo no ano que vem. “Primeiro vai ser discutida a parte financeira. Só depois, vamos falar sobre a parte política”, afirmou Andrés Sanchez, presidente do Corinthians. O dirigente foi o primeiro a romper com o C13 e até saiu da entidade.

Mesmo assim, ele foi elogiado por um dos vice-presidentes da entidade. “Andrés e o Fábio Koff foram coerentes desde o início”, afirmou Alexandre Kalil, do Atlético-MG.

O cartola corintiano saiu fortalecido do impasse envolvendo a venda dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro. Aliado da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e da Globo, Andrés é visto como provável substituto de Koff no C13 ou em outra entidade que poderia ser criada para representar os clubes.

“Eu não quero ser líder de nada. Enquanto eu estiver presidente, o Corinthians não volta ao Clube dos 13”, afirmou Andrés Sanchez.

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