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Sem casa e torcida, ex-Guaratinguetá aposta em Fumagalli e organizada para conquistar Americana

Clube Guará para Americana. Na nova sede, equipe não conta com centro de treinamentos, nem com torcedores. Estádio também está a perigo

Paulo Passos, enviado iG a Americana |

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A decisão que irritou a torcida do Guaratinguetá não empolga os moradores de Americana. A mudança do time de propriedade da empresa Sony Sports que disputa a primeira divisão do Campeonato Paulista para a cidade da região metropolitana de Campinas acontecerá na temporada 2011. Na última segunda-feira, os jogadores do ex-Guartinguetá, agora rebatizado de Americana Futebol Ltda, foram apresentados. Nas ruas, a equipe ainda é ignorada pelos locais.

Sinceramente, sei pouco sobre essa equipe, apenas que eles vão jogar aqui. Não acho ruim, mas não pretendo ir aos jogos, afirmou o estudante Mário Moreira, que se diz torcedor do Rio Branco, equipe tradicional da cidade, e do Corinthians. Acho que eles vão ter público só quando jogarem contra os grandes da capital, completa o comerciante Vilmar Santos.

Dos 19 atletas inscritos para disputar o Campeonato Paulista, 13 vestiam a camisa do Guaratinguetá até a última temporada. A principal novidade da equipe é o meia-atacante Fumagalli que defendeu o Vasco da Gama em 2010. 

Paulo Passos/iG
Fumagalli (à esquerda) foi apresentado como jogador do Americana

O jogador é um apontado pela diretoria e pelo técnico Edinho como trunfo para chamar público aos jogos. A receptividade é a melhor possível. Recebemos pedidos de camisas e já temos propostas de duas torcidas organizadas que têm interesse de apoiar o time, afirmou Ricardo Navajas, presidente do clube.
 
O dirigente revela que a maior dificuldade encontrada pelo time é a falta de estrutura na nova cidade. A apresentação dos jogadores na última segunda-feira foi improvisada em um hotel, onde alguns dos atletas ficarão hospedados. Além disso, o clube não conta com local para realizar os seus treinamentos em Americana.

Nossa estrutura está muito aquém. Precisamos de dedicação e paciência dos jogadores. Os primeiros 60 dias vão ser muito importantes, diz Navajas. A pré-temporada será realizada no centro de treinamentos do ex-jogador Marcelinho Carioca, que fica em Atibaia.

A direção do time ainda não sabe onde os atletas treinarão quando retornarem à Americana. Ainda estamos estudando se vamos construir tudo novo ou alugar um espaço já com estrutura. Não temos rouparia, academia, nada, disse o cartola.

A estreia do Americana Futebol Ltda será no dia 16 de janeiro contra o Bragantino. A equipe disputará suas partidas no estádio Décio Vitta, que é de propriedade do Rio Branco, mas que desde 2010 é administrado pela prefeitura da cidade e tem capacidade para 12 mil pessoas.

Hoje, o estádio apresenta problemas no gramado e na estrutura para receber os torcedores e não teria condições de abrigar uma partida. Isso vai ser resolvido. No dia 16 de dezembro, jogaremos lá, diz Cândido Neto, diretor executivo do time.

Saída conturbada

A empresa Sony Sports, de propriedade de Sony Douer, administrava o Guaratinguetá desde 2004. Na época, o clube virou uma empresa e, com os investimentos, chegou à primeira divisão do Campeonato Paulista em 2007.

O sucesso dentro do campo levou os moradores de Guaratinguetá a adotarem a equipe. Isso até outubro deste ano, quando a empresa anunciou que o time deixaria a cidade. Revoltados, os torcedores manifestaram durante as últimas partidas realizadas em Guará, pela série b do Campeonato Brasileiro.

Oficialmente, a gestora do time afirmou que a mudança ocorreu em busca de melhor infra-estrutura e novos investimentos, já que Americana é maior e está mais próxima de Campinas.

Em Guaratinguetá, pessoas ligadas à prefeitura municipal afirmaram ao iG que Americana deverá ajudar com R$ 600 mil por mês para manutenção da equipe, o que é negado pelo clube. "O que haverá é o auxílio da prefeitura na captação de empresas dispostas a investir no futebol", afirmou a assessoria de imprensa do Americana.  

Essa troca foi um período complicado, mas já isso já passou, se limitou a comentar o presidente Ricardo Navajas, que no ano passado ocupava o cargo de diretor técnico do Guaratinguetá.  

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