Torcedores entraram no terreno para comemorar o primeiro dia de construção do estádio em Itaquera

Torcedores invadiram o terreno do futuro estádio do Corinthians no primeiro dia de obras
Guilherme Tosetto, iG São Paulo
Torcedores invadiram o terreno do futuro estádio do Corinthians no primeiro dia de obras
Três tijolos, duas dúzias de foguetes, uma pá, uma colher de pedreiro e doze corintianos devidamente uniformizados. Assim, um grupo de torcedores invadiu o terreno onde será o estádio do Corinthians em Itaquera para comemorar o início das obras nesta segunda-feira .

Torcedores usaram barranco para invadir terreno
Guilherme Tosetto, iG São Paulo
Torcedores usaram barranco para invadir terreno
“Ôh, a obra começou, obra começou, a obra começou!”, gritavam os torcedores que conseguiram entrar no terreno através de um acesso por um barranco ao lado do muro. A festa do pequeno grupo de torcedores contrastou com a ausência de autoridades e dirigentes do Corinthians no primeiro dia de trabalho de terraplanagem na área onde será construído o estádio do time .

Andrés Sanchez se limitou a publicar uma nota no site do clube. “Subimos mais um degrau. Ainda faltam muitos. Mas não descansaremos enquanto não chegarmos ao topo da escada, no dia da inauguração do Estádio da República Popular do Corinthians”, escreveu o presidente corintiano.

A obra começou às 8h 14 minutos. Quatro horas depois, aconteceu a invasão do grupo de torcedores. Ao entrarem no terreno, eles soltaram foguetes. Depois, começaram a cavar o chão com uma pá e improvisaram com três tijolos uma pedra fundamental da obra.

“Agora sai, vamos comemorar”, gritava o contador André Siratis. “A gente não planejou nada, não. Decidi vir aqui quando ouvi a notícia hoje de manhã, na frente do serviço”, contou.

André chegou acompanhado do amigo Daniel Gomes, que é motoboy e pediu dispensa do trabalho. “Eu disse que tinha que ir no médico”, disse rindo. “Eu também. Estou com dor no cabelo”, completou André.

Em frente ao terreno, os dois encontraram outros corintianos e decidiram invadir. A festa durou cerca de 40 minutos, quando Maria Isabel Rodrigues, assistente social da Odebrecht, responsável pela obra, pediu para os torcedores saírem.

“Nossa festa é pacífica, vamos sair na boa”, disse outro torcedor, que não quis revelar o nome. A funcionária da Odebrecht explicou que a empresa planeja organizar visitas as obras. “Mas será algo com segurança, para não ter nenhum risco a quem vier”, afirmou a assistente social.

“Ta bom, mas se tiver que trabalhar, a gente vem também”, disse o torcedor. “É só conseguir uma marmita”, completou.

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