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Seleção vai encontrar canteiro de obras no Serra Dourada

Estádio passa por reforma relâmpago, bancada pelo Estado: gambiarras e cheiro de tinta no vestiário

Marcel Rizzo e Paulo Passos, enviados iG a Goiânia |

O técnico Mano Menezes comandará nesta quarta-feira seu primeiro treino em solo brasileiro ao lado de um canteiro de obras. O estádio Serra Dourada, em Goiânia, palco do primeiro jogo da seleção brasileira em casa em quase dois anos, está em obras para receber a partida contra a Holanda, sábado (16h10).

Uma reforma relâmpago e cara: o Governo Estadual, proprietário, está colocando R$ 1,9 milhão para melhorias no campo, que somados aos R$ 2,5 milhões para subsidiar ingressos para a população , como mostrou o iG, somam R$ 4,4 mi investidos na partida amistosa.

A reportagem visitou o estádio na tarde desta terça-feira (31 de maio). É difícil até se locomover pelas dependências: são operários, pás, trator, tábuas, cimento e correria, afinal o jogo é daqui quatro dias. Apesar de o amistoso ter sido confirmado desde fevereiro para a capital goiana , somente há 25 dias a obra pôde começar.

“Tivemos que fazer tudo corretamente, o estádio é público. Teve licitação, o que atrasou o início. Não poderíamos contratar qualquer empresa, senão chegava depois alguém do Suriname reclamando que não participou e com preço menor”, disse Itamir Campos, gerente do Serra Dourada, que faz questão de ser chamado de Gueroba, apelido de infância. Segundo ele, são mais de 500 operários trabalhando para que sábado tudo esteja pronto.

Como a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) informou que a partida é teste para a Copa do Mundo de 2014 (apesar de Goiânia não ser uma das 12 sedes), o Governo goiano precisou adequar vestiários, cabines para jornalistas, criar espaço para a zona mista (local de entrevista pós-jogo) e até aumentar o banco de reservas para 24 pessoas. A Fifa (Federação Internacional de Futebol e Associados) exige que os times entrem perfilados, no meio do campo. Impossível no Serra Dourada, que fará uma gambiarra:

“Os vestiários são atrás dos gols. Os times entrarão juntos do túnel do árbitro, darão uma voltinha ali para desviar da trave e entrarão juntos”, disse Gueroba. Outro problema pode ser o cheiro de tinta, já que os quatro vestiários foram pintados. “Usamos tinta sem cheiro, mas alguns times que jogaram aqui recentemente reclamaram”, disse o gerente.

Gramado baixo
Ao lado de uma das traves, a placa "não pise na grama" parece coerente: o gramado está bonito, foi reformado e está cinco centímetros mais baixo do que era o normal do Serra Dourada. A grama alta era eterna reclamação dos rivais dos times goianos e a mudança foi elogiada por Mano Menezes, que visitou o estádio há dez dias. A coerência acaba quando se sabe que ainda nesta terça-feira acontece um jogo da Série B por ali, Goiás x ASA.

“Se fosse só o jogo do Goiás, tudo bem. Mas na sexta jogou o Vila Nova (pela Série B), no domingo o Atlético-GO (pela Série A), o que atrapalhou a obra. Temos que parar o serviço, limpar tudo e depois retornar. Mas vai dar tempo”, disse Gueroba. O gramado com dois centímetros de altura gerou reclamação dos times de Goiás. “Não desmerecendo nosso futebol, os times daqui tem plantel pior do que os de São Paulo. E com a grama mais alta têm alguma vantagem. Mas vão aprender a tocar a bola a agora”.

A obra não se limita ao estádio. No entorno, o estacionamento foi recapeado e uma nova avenida está sendo aberta para facilitar o acesso. Por enquanto, os tratores não param – o limite é sábado.

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