Após melhor campanha da 1ª fase, confronto com os EUA é o grande desafio; queda da Alemanha transformou jogo em "final antecipada"

Atual vice-campeã mundial e vindo de duas medalhas de prata nas Olimpíadas de Pequim, em 2008, e Atenas, em 2004, a seleção brasileira feminina de futebol já está, indiscutivelmente, entre as melhores do planeta. Mas na Copa do Mundo de 2011, Marta e companhia têm o desafio de abandonarem o status de “uma das” para se tornarem “a” grande equipe da modalidade.

Depois de alcançar a melhor campanha da fase de grupos do Mundial, com três vitórias, sete gols marcados e nenhum sofrido, o Brasil já começa a fase eliminatória do torneio com sentimento de “tudo ou nada”. Afinal, o adversário deste domingo, às 12h30 (horário de Brasília), é nada mais nada menos que os Estados Unidos, carrasco brasileiro de três anos atrás na disputa pelo ouro olímpico.

Para completar, na tarde de sábado, uma zebra das mais inesperadas colaborou para ampliar o clima de “final antecipada”. O Japão eliminou a anfitriã Alemanha com um gol na prorrogação e, agora, tanto Brasil como Estados Unidos sabem que uma vitória neste domingo significa provavelmente o maior passo rumo ao topo do futebol feminino no planeta.

E se para as norte-americanas um eventual título seria apenas mais uma conquista para a coleção do país, as brasileiras vêem um eventual título como possível divisor de águas da história da modalidade no país. Por isso, desde antes do início da Copa do Mundo e após as primeiras vitórias no torneio, o discurso das jogadoras sempre foi de que “chegou a hora” de fazer história. Ou seja, chegou a hora de ser “a” grande seleção do mundo.

Rosana, Cristiane e Marta, as principais armas brasileiras para vencer os Estados Unidos e dar um grande passo rumo ao título mundial
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Rosana, Cristiane e Marta, as principais armas brasileiras para vencer os Estados Unidos e dar um grande passo rumo ao título mundial

“Esperam muito de nós. Pelo bem do futebol feminino nos próximos anos, nós simplesmente não podemos regredir. Nós já fizemos demais para mudar a maneira como o futebol feminino é visto e apoiado dentro do Brasil, mas ninguém liga para esses resultados. Só ligam para títulos”, afirmou ao site da Fifa a atacante Cristiane, principal jogadora brasileira depois da melhor do mundo Marta.

Marta que reafirma o discurso: “Ao longo dos anos o Brasil vem mostrando que tem vários talentos. Chegamos duas vezes a finais de Olimpíadas e fomos finalistas da Copa do Mundo. Está na hora de escrevemos nosso nome na história”, disse.

E se as estrelas demonstram tamanha obsessão, as coadjuvantes não poderiam ficar atrás. “Até hoje falamos de como chegamos perto há quatro anos. Agora, estamos na luta mais uma vez e faremos de tudo para atingirmos nosso objetivo”, afirmou a lateral esquerda Maurine.

Caso consiga superar o antigo carrasco, o Brasil já sabe qual será o caminho para a decisão. O vencedor da partida deste domingo encara na semifinal a França, que no primeiro jogo das quartas-de-final venceu a Inglaterra na disputa de pênaltis, depois de empatar no tempo normal e na prorrogação.

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