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Futebol
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Seleção de Mano Menezes reedita "quarteto mágico" na Copa América

Técnico vai escalar Ganso, Robinho, Neymar e Pato na Argentina. Em 2006, "quadrado" de Parreira fracassou na Copa do Mundo

Marcel Rizzo, iG São Paulo |

Getty Images
Neymar, Pato e Ganso comemoram gol contra os EUA. Robinho completa o quarteto
A seleção brasileira volta a ter um “quadrado mágico” e espera que desta vez dê certo. A confirmação das presenças de Alexandre Pato e Paulo Henrique Ganso entre os 22 jogadores que disputarão a Copa América de julho, na Argentina , faz com que o técnico Mano Menezes tenha o quarteto ofensivo que considera ideal: Ganso na armação, Robinho e Neymar abertos e Pato centralizado. O treinador rejeita comparações com Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Adriano e Ronaldo, que fracassaram na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha.

“Esse esquema é o que considero ideal para a seleção neste momento. Acho que podemos jogar com competitividade com ele”, disse Mano Menezes. “Mas não podemos comparar times, fases de jogadores. São estilos e época diferentes”, completou.

Como Ganso se machucou pouco depois de sua estreia pela seleção, em agosto de 2010, na vitória sobre os EUA (2 a 0), Mano não sabe se o esquema com esse elenco dará certo- contra os norte-americanos, o quarteto encantou. Depois Ganso machucou gravemente o joelho, foi operado, voltou a jogar em fevereiro, mas logo teve lesão muscular .

“O Ganso é o jogador que pensamos ideal para essa função de armador. Mas é claro que precisa se firmar na seleção, e isso se faz com jogos. Porque se você não tem uma sequência, perde espaço e outro pode ocupar. Mas não esperamos que isso aconteça”, disse o treinador.

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Na vitória sobre a Romênia nesta terça, 1 a 0, Lucas substituiu Robinho , o que fez alguns jornalistas perguntarem ao são-paulino se ele pode substituir o ex-santista no quarteto. Robinho não tem tido boas atuações pela seleção.

“O grupo é jovem e eu estou ainda ganhando meu espaço na seleção, não tenho nem um ano de profissional. É com calma”, desconversou Lucas.

De vidro

Getty Images
Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo e Adriano, junto com Kaká, fracassaram em 2006, na Alemanha
Mano testou, testou e testou, mas não achou nem um armador, nem um centroavante que agrade . A idéia de jogar com um meia na criação e três avançados segue o que disse em sua apresentação, em julho de 2010, quando prometeu resgatar a tal da “alegria do futebol brasileiro”, deixada de lado por Dunga, segundo o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira.

O problema é que nem Ganso, nem Pato tiveram sequência. O atacante foi convocado em todas as oito listas de Mano, mas foi cortado de três por lesão (esta última um problema no ombro, que o tirou dos amistosos contra Holanda e Romênia). Jogaram na frente Leandro Damião, Fred, Hulk e André (ex-Santos), mas não agradaram a ponto de Mano insistir na convoção de Pato, sempre sujeito às lesões.

Pelo regulamento da Copa América, só se pode substituir um dos goleiros em caso de lesão. Ou seja: se inscrever Pato até 27 de junho, se ele se machucar Mano terá um atacante a menos até o final da competição.

Em 2006, com quatro jogadores muito ofensivos, a seleção brasileira perdeu para a França nas quartas de final da Copa alemã, por 1 a 0, em Frankfurt. O problema era que todos não viviam boa fase, com exceção de Ronaldinho, que começou ali o declínio na carreira. Ronaldo e Adriano estavam fora de forma e Kaká vivia problemas físicos por causa de lesão. O mesmo que pode acontecer com Ganso e Pato na Copa América.
 

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