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Segredo de Felipão, formar uma família ainda é meta no Palmeiras

Declarações de Valdivia e tumultos vindos da diretoria dificultam vida do treinador pentacampeão

Danilo Lavieri, iG São Paulo |

Uma das principais características de Luiz Felipe Scolari é formar uma família por onde passa. Foi assim nas suas passagens de sucesso no Grêmio, no Palmeiras, na seleção brasileira e até na portuguesa. No Chelsea, onde acabou demitido, seu objetivo foi por água abaixo. E até agora, na sua segunda passagem pelo Palestra Itália, essa meta também não está sendo cumprida.

Um bom exemplo disso é a declaração recente de Valdivia, dizendo que não tinha um relacionamento bom, nem ruim, mas apenas profissional com seu comandante. Em uma família, em hipótese nenhuma um jogador fala algo do tipo. Ainda mais o craque do time, camisa 10, que tem grande empatia com a torcida.

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Valdivia havia dito que a relação com Felipão não era boa, nem ruim, e sim profissional


Outro bom sinal disso é que, desde o ano passado, Kleber não cansa de pedir união entre seus companheiros. Por mais de uma vez, o atacante veio a público pedir que um brigasse pelo outro dentro de campo e usou expressões como vergonha na cara para animar o time. Não à toa, foi amplamente elogiado pelo chefe, que o usou como sinônimo de raça.

Felipão admite que gosta de tratar seus atletas como se fossem filhos. Mas, nem por isso, descarta manter uma relação estritamente profissional com um de seus jogadores.

"Relações profissionais são ótimas, muito melhor. Melhor, pois quando são mais do que profissionais às vezes a gente se perde. Às vezes eu sou pai, trato com carinho e se fosse mais profissional eu já teria dado um basta em certas situações", explicou Felipão.

Outro fator que colabora com a falta de união são as recentes turbulências que vêm da diretoria. Wlademir Pescarmona, diretor de futebol, já foi alvo de vários atletas, principalmente dos considerados líderes. Primeiro foi Kleber, depois, Marcos Assunção, em seguida, Valdivia, e, para finalizar, Danilo. O zagueiro disse à Rádio Globo na noite da última quarta-feira que queria saber quem é que pega a metade de seu salário, já que dirigentes afirmavam que ele ganhava muito.
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Felipão lamenta eliminação traumática na Copa Sul-Americana



Felipão também teve seus problemas com Pescarmona. Depois de uma reação que passou dos limites da educação nos vestiários contra o Goiás, quando o time foi eliminado, o treinador ameaçou tentar acalmar os ânimos. Tudo em vão. No jgo seguinte, deu uma "cornetada" em Pescarmona, o chamando de diretor. Na sua última coletiva, tratou o mesmo assunto com mais naturalidade.

"Eu saí queimado pois não passei pelo Goiás. Esse era meu projeto. E a torcida esteja chateada comigo por causa disso. Ele (Pescarmona) mesmo disse que além de dirigente é um torcedor. Ele é muito simples, frontal, diz as coisas e às vezes até se arrepende. Ele é assim. Às vezes, pela emoção, fala uma coisa a mais ou outra a menos. Não sou eu que vou recriminar. Não ficou respingo nenhum da minha parte. A gente entendeu que o que foi feito foi o correto. Não adianta fazer uma bola de neve em cima disso", completou.

Resta saber se Felipão conseguirá constituir uma família e voltar, ao lado do Palmeiras, para o caminho das vitórias. Em sua breve passagem pela Academia de Futebol, Chiqui Arce, campeão da Libertadores de 1999, deu a receita do sucesso: "é preciso muito mais do que 11 jogadores para um título. É preciso sintonia entre jogadores, comissão técnica, diretoria e torcida".

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