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Nas últimas 24 horas dois corpos decapitados foram encontrados próximos ao hotel da seleção, em Torreón

A prefeitura de Torreón e o governo do estado de Coahuila, no México, deslocaram 1.200 homens para fazer a segurança de torcedores e, claro, os jogadores do amistoso entre México e Brasil, que começa às 22h30 de Brasília . A cidade é uma das mais violentas do país por causa da “guerra” entre narcotraficantes rivais – estão participando da segurança o exército, a polícia federal, a polícia estadual e agentes do município.

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Nas últimas 24 horas, segundo noticiou com cautela a imprensa local, sete pessoas foram assassinadas em Torreón. Em um dos casos, dois homens foram encontrados decapitados em um carro, a cerca de 6km do hotel da seleção, o Camino Real. Dois casais foram mortos e jogados em um rio, com as mãos atadas para trás

Policiais mexicanos assistem treino da seleção brasileira em Torreón
Reuters
Policiais mexicanos assistem treino da seleção brasileira em Torreón


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No hotel no qual a seleção esteve concentrada ficaram postados três carros da polícia federal durante os quatro dias de hospedagem. Chama a atenção por que um deles era aberto, com uma metralhadora à mostra. Pelo menos 10 homens se revezavam a cada turno para tomar conta do Brasil. “A segurança aqui foi sim um pouco acima do normal do que estamos acostumados para o futebol”, disse o técnico Mano Menezes.

Quem vive na cidade, como o brasileiro Sérgio da Cunha, dono de uma churrascaria, vive com medo. As execuções, normalmente, acontecem para maus pagadores de drogas ou por rixas entre os grupos rivais. Como mostrou o iG , um brasileiro que trabalha alguns meses por ano em Torreón, Terzio Benedetti, estava em um bar, em fevereiro de 2010, que foi metralhado por narcotraficantes . Ele não se feriu, mas oito pessoas morreram

Antes e durante a partida, um helicóptero da polícia federal sobrevoará o estádio Território Modelo, palco da partida. Policiais mascarados, que já participaram de confronto contra narcotraficantes e temem a exposição, participam da operação com os rostos cobertos. Em agosto, um tiroteio na rodovia na qual está o campo fez a partida entre o Santos Laguna, clube local, e o Monarcas ser paralisado. Torcedores se abaixaram e os jogadores se esconderam no vestiário – não houve feridos.