Valcke diz que o Brasil ainda não tem estádios, aeroportos e um sistema de transporte nacional em funcionamento

O secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, criticou, nesta sexta-feira, o progresso das obras no Brasil para a Copa do Mundo de 2014. Ele participa de um fórum sobre futebol em Moscou, na Rússia, e, durante o seu discurso, fez reclamações sobre o País

"Eles ainda têm muito o que entregar", declarou Valcke."Nós não temos os estádios, nós não temos aeroportos, nós não temos um sistema de transporte nacional em funcionamento", completou. O secretário afirmou ainda que os dirigentes parecem ter investido mais energia para que o País fosse escolhido a sede do torneio do que para organizá-lo.

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Ele acrescentou que parecia cada vez mais provável que algumas instalações, incluindo o estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, só deverão ficar prontos apenas algumas semanas antes do início da Copa do Mundo. "O Maracanã [ainda] não é um estádio de Copa do Mundo. Nós não podemos ter um estádio pronto no último minuto", disse Valcke, acrescentando que no Brasil "a questão principal não é organizar a Copa do Mundo, mas ganhar a Copa do Mundo".

O secretário-geral da Fifa ainda fez uma comparação desfavorável do Brasil com a Rússia, que no ano passado foi anunciada como a sede do Mundial de 2018."Os estádios são as coisas mais importantes. Nós estamos mais avançados na Rússia do que no Brasil".

Greves e problemas nas obras
O Brasil, que ganhou os direito de receber a Copa do Mundo depois de outras nações sul-americanas retirarem suas propostas, está mergulhado em problemas organizacionais e burocráticos desde que foi anunciado como sede em 2007. Trabalhadores realizaram uma greve neste mês e paralisaram as obras do Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, que é uma das cidades que tentam sediar o jogo de abertura, assim como Brasília e São Paulo.

No dia 15, a Câmara dos Deputados aprovou o texto básico da medida provisória que cria regras especiais de licitação para a construção de estádios e outras obras para Copa e a Olimpíada, conhecido como Regime Diferenciado de Contratações Públicas. Mas a votação da medida provisória só será concluída com a votação das propostas de mudanças apresentadas pela oposição, o que deverá ocorrer na próxima semana.

*com informações da Agência Estado

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