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Secretária Márcia Lins detalha o novo Maracanã

Entulho não está sendo retirado do estádio para ser reaproveitado. Tribuna de honra deverá ser reproduzida em museu e fosso deixará de existir. Pedacinhos da arquibancada viraram souvenirs

Vicente Seda, iG Rio de Janeiro |

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A secretária de Esportes, Turismo e Lazer do Rio, Márcia Lins, apresentou mais do que a nova maquete do Maracanã na convenção de negócios do futebol que acontece até esta quarta-feira no Forte de Copacabana, a Soccerex. Ela revelou detalhes do projeto e dos planos do governo para aproveitar o material retirado do estádio. A tribuna de honra, por exemplo, será totalmente demolida, mas os pedaços de granito, as cadeiras, a cerca de bronze serão guardadas para que o local seja novamente reconstruído em um museu.

Vicente Seda

Maquete do novo Maracanã foi mostrada durante convenção no Rio de Janeiro

Além da nova cobertura, que se sustentará por cima do antigo teto do Maracanã, o estádio deixará de ter um fosso entre o gramado e a arquibancada, que se estenderá quase até a beira do campo. Haverá duas grandes áreas vips em ambos os lados e a área de imprensa passará a ser aberta, com mesas.

Reprodução

Reprodução da maquete antiga do livro "Maracanã 60 anos"

Poucas dessas mudanças são notadas na primeira vez que se olha a maquete, justamente porque o objetivo da obra inclui preservar a arquitetura história do Maracanã, como explicou Lins. A fase de demolição se encerrará em março ou abril, período em que a secretária pede cautela para que o material possa ser preservado e até reutilizado. O entulho não está sendo retirado do estádio.

"Queremos reutilizar esse material na composição do que haverá na região. É praticamente uma fábrica de pré-moldados para fazer uma estrutura nova. A gente vai suprimir a Rua Mata Machado, incorporar o outro lado da Radial Oeste, que é a Quinta da Boa vista. Será ligada ao Maracanã por uma passarela, então as pessoas poderão visitar o Museu Imperial, o Zoológico, terão motivos para chegar cedo".

Reprodução

Planta original reproduzida no livro "Maracanã 60 anos"

O material da demolição servirá também para produção de souvenirs. Parte da arquibancada destruída já teve seus pedacinhos numerados e colocados em pomposas caixinhas com a insígnia do governo estadual. Será presente para ilustres e lembrança para turistas. A visitação do estádio, segundo a secretária, aumentou desde que as obras começaram, fato que a leva a pensar em fazer um mirante provisório para que os turistas possam tirar fotos e observar as mudanças.

"A gente já iniciou a fase de demolição. É um novo estádio. A gente preserva a arquiterura original atrás dos gols, o meio do estádio será completamente demolido, o fosso deixa de existir, fica uma arena bem mais qualificada e próxima do espectador. O público terá uma visão muito mais próxima, privilegiada, com novos serviços. Os camarotes, além da área interna, terão também varandas para as pessoas vivenciarem esse clima de torcida. O mundo todo quer saber do Maracanã, por isso fizemos questão de estar mostrando essa maquete aqui, com todas as pessoas importantes desse negócio presentes", disse Lins.

Vicente Seda
Pedaço da arquibancada demolida virou souvenir

Garantindo estar com o cronograma rigorosamente em dia, a secretária exaltou a descoberta das plantas originais do estádio neste mês, o que possibilita uma noção mais clara do terreno onde o Maracanã está situado.

"A obra foi iniciada em março, com sondagem e pesquisa de solo, o Maracanã está numa região que tem quatro rios, por isso que essa descoberta das plantas originais, informações que vão desde a fundação à cobertura, nos ajuda a projetar o estádio de 2014. Esse material foi todo escaneado e estão sendo usadas para a construção de quatro novas plantas que vão auxiliar por exemplo a fazer com que as pessoas, através de um túnel no lado norte ligado direto à rua, possam entrar e sair do estádio no tempo exigido pela Fifa, que é de oito a 12 minutos".

Vicente Seda
Maquete é apresentada por Lins, ministro Orlando Silva e craques do passado

Um museu à altura da tradição do Maracanã só será concluído após a Olimpíada de 2016, segundo Lins. O acervo deverá incorporar todo esse material de obras, além das mil peças já existentes e exibidas no centro de memória atual."Em um futuro, em um legado pós-Copa e pós-Olimpíada, vamos criar um museu à altura do Maracanã, com mais de cinco mil metros quadrados, para receber todo o acervo que possui e que a gente está incorporando agora".

Depois da maquete da nova arena, mostrada pela primeira vez na Soccerex ao lado do ministro do Esporte, Orlando Silva, o Clube dos 13 também fez homenagem aos 60 anos do estádio que já foi o maior do mundo. O grupo lançou uma edição de luxo do livro "Maracanã 60 anos", com seis autores: João Máximo, Ruy Castro, Roberto Assaf, Eduardo Bueno, Fernando Bueno e Rogério Reis. A publicação, de capa dura e impressão de primeira linha, foi distribuído em bolsas de pano estampadas com ingressos antigos do estádio.

Reprodução

Imagem da construção do estádio no livro "Maracanã 60 anos"

"O mundo está parando para olhar o que estamos fazendo e o Maracanã é o nosso ícone máximo, que pela primeira vez passa por uma obra de readequação na dimensão que teve a sua construção. Ele foi construído a partir de 1948, em 22 meses, foi muito rápido. Ganhamos um estádio monumental, chegou a ser o maior do mundo, e a gente até hoje vem descobrindo história nesse sessentão", completou Lins.

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