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Se depender das coincidências com time de 1984, título é questão de tempo

Além de ter um estrangeiro como principal destaque das campanhas de 1984 e 2010, equipes têm um atacante com o mesmo nome e viram o maior rival campeão nacional no ano anterior

Marcello Pires, iG Rio de Janeiro |

Ainda faltam 180 minutos e dois campeões brasileiros pela frente para finalmente o torcedor do Fluminense soltar o grito de campeão. Mas não há como não enxergar as inúmeras coincidências envolvendo o atual time treinado por Muricy Ramalho com aquele de 26 anos atrás comandado por Carlos Alberto Parreira e responsável pelo único título brasileiro da história do tradicional clube das Laranjeiras.

Se em 1984 o craque daquela equipe era um paraguaio e atendia pelo nome de Romerito, na atual temporada  o grande responsável pela campanha, até então vitoriosa, é um argentino e se chama Conca. Mais curioso ainda é que nenhm deles  vestiu a imponente camisa 10, que um dia foi de Rivellino. Se Dom Romero, como era chamado, vestia a camisa 7 e fez o gol do título, Conca veste a 11 e tem feito a diferença com gols e assistências decisivas.

Nos 26 anos que separam uma campanha da outra, muitas coisas mudaram nas Laranjeiras. Mas o atacante grandalhão, meio desengonçado lá na frente que tanto incomoda os zagueiros tem o mesmo nome: Washington. E se apesar dos gols decisivos, o primeiro Washington - que fez com Assis a parceria batizada de Casal 20 - era questionado e muitas vezes até vaiado pelo torcedor, o atual, que reestreou no clube durante o Brasileirão, tem sido alvo de críticas e passa por um jejum de 14 jogos sem balançar as redes adversárias.

Mas as coincidências não param por ai. Se o saudoso presidente Manoel Schwartz falava pelos cotovelos, Roberto Horcades não fica muito atrás e também não pode ver um microfone. Um dos destaques daquele time, o lateral-direito Aldo foi convocado pelo então técnico da seleção, Edu Antunes, assim como Mariano foi lembrado por Mano Menezes.

Definitivamente são muitas as coincidências, mas a última é no mínimo inusitada. Afinal, envolve o maior rival. Se no ano anterior ao título brasileiro conquistado pelo Fluminense o campeão nacional foi o Flamengo, em 2009 quem deu a volta olímpica no Maracanã também foi o clube da Gávea.

Maior símbolo daquela geração, Assis se impressiona com tantas semelhanças entre as duas equipes, mas prefere acreditar somente no trabalho realizado pela comissão técnica e pelo grupo de jogadores.

É incrível mesmo essas coincidências, mas eu não acredito muito nessas coisas. Aquilo é passado e eu prefiro apostar no trabalho do Muricy e dos jogadores e acredito muito na condição que o Fluminense se encontra para conquistar o bicampeonato, enfatizou Assis.

No entanto, o eterno camisa 10 tricampeão carioca e campeão brasileiro na dourada década de 80 enaltece uma qualidade atual bem parecida com a de sua época, que para ele pode fazer toda a diferença.

Além dos títulos, aquele time também ficou marcado pela amizade, união entre os jogadores e comissão técnica e o lado coletivo. Todos tinham oportunidades de jogar e trabalhavam com prazer, e nas poucas vezes em que estive com esses jogadores, pude perceber essa mesma harmonia e alegria. Acho que eles se fortaleceram demais com as dificuldades e os obstáculos da luta contra o rebaixamento no ano passado e criaram uma time ainda mais forte. Estamos no caminho certo e temos tudo para ter o mesmo final feliz de 1984, afirmou Assis.

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