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Scolari diz não mexer na base, mas afasta empresário de Miguel

Atacante Miguel é empresariado por Wagner Ribeiro, que também administra a carreira do santista Neymar

Gazeta |

Luiz Felipe Scolari chiou sobre as férias de Miguel após a Copa São Paulo de Futebol Júnior e, na semana seguinte, o atacante antecipou seu retorno para treinar nos profissionais, Marcos Biasotto deixou de ser coordenador remunerado da base - estava no clube desde 2008 - e Claudinei Miuza assumiu o cargo. O técnico nega qualquer influência, mas, em relação a Miguel, já minimizou o poder de seu empresário, Wagner Ribeiro.

Em relação ao centroavante, o treinador se irritou com o alto pedido salarial do agente após seu cliente marcar cinco gols na Copinha. "Ficamos surpresos quando nos foi solicitado um valor de um profissional de grande nível por uma pessoa que se diz seu procurador. Agora, quem cuida do Miguel são o tio dele, os pais dele e o Palmeiras. Outros não vão se meter mais", sentenciou.

Felipão ainda nem pediu a inscrição do jogador de 18 anos no Paulistão e na Copa do Brasil porque só tem visto seu desempenho nos treinos desde quarta-feira. "Ele ainda está trabalhando, sem a condição física ideal, tem que se sentir com mais personalidade no grupo. Depois, se realmente provar que tem condições de jogar conosco, falaremos no futuro em uma situação contratual melhor."

O discurso é diferente do adotado pelo próprio Scolari depois da vitória sobre o Americana, quando Miguel parecia ter mais chances de solucionar os problemas com a camisa 9 que outros no elenco. As palavras do treinador mudaram somente quando o tio do jovem atleta foi à Academia de Futebol para esclarecer as férias do jogador.

"Foram informações totalmente desencontradas, mas tivemos uma conversa muito franca com o tio dele, que é o responsável por ele porque seus pais moram fora, e soubemos de detalhes que não conhecíamos. Então, acertamos que ele voltasse a treinar", contou Felipão.

Já em relação às mudanças na base, o técnico diz que não tem influência. "Não tenho nada nesta situação, as mudanças são da direção", argumentou. E o novo coordenador Claudinei Miuza realmente tem laços com a atual direção, já que trabalhou no clube em 2001, quando o Palmeiras era presidido por Mustafá Contursi, aliado do recém-eleito mandatário Arnaldo Tirone.

Uma alteração política, assunto que faz Luiz Felipe Scolari sempre mostrar uma careta quando aparece. "No Palmeiras, nunca a política interna estará bem solucionada. Nem Jesus Cristo resolve", opinou, bem-humorado. "No resto, está tudo dentro do planejado. A chegada da nova diretoria com algumas idéias e posicionamentos interessantes", completou.

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