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São-paulino, goleiro Márcio quer ser o Rogério Ceni do Atlético-GO

Goleiro do clube goiano revela admiração pelo ídolo do Morumbi e vê semelhanças em suas carreiras

Gazeta |

Goleiro, artilheiro, capitão e referência de uma equipe tricolor. Os adjetivos que marcam a trajetória de Rogério Ceni no São Paulo também podem ser aplicados a Márcio , do Atlético-GO , adversário do clube paulista nesse domingo, no Serra Dourada.

Futura Press
Márcio defende chute do atacante Kléber, do Palmeiras
"Eu tento fazer aqui um pouquinho do que ele fez pelo São Paulo. Como já tenho cinco anos de casa, criou-se uma identidade, uma liderança automática. As carreiras têm alguma semelhança", comenta Márcio, sem recusar o rótulo de 'Rogério Ceni do Dragão'. "É mais ou menos por aí".

O ídolo da torcida do Atlético-GO evidenciou sua admiração por Ceni. Nascido em Aracaju-SE, Márcio cresceu torcendo justamente pelo São Paulo e, curiosamente, só vestiu camisas tricolores ao longo da carreira: antes de chegar a Goiânia, em 2007, ele passou por Bahia e Fortaleza."Quando comecei no Bahia, eu me inspirava no Zetti, que era quem jogava. Logo em seguida apareceu o Rogério, que começou a fazer gols e despertou minha admiração", relembra ele, que treina faltas e pênaltis desde o início da carreira. "Eu bato desde as categorias de base, mas só comecei a fazer gols no Atlético".

A primeira vez que o camisa 1 balançou redes foi em um clássico contra o Vila Nova, em 2007. Dez anos antes, Rogério Ceni debutava como artilheiro no clube do Morumbi. Ceni já balançou as redes 103 vezes, enquanto Márcio coleciona 21 gols. Mesmo oito anos mais jovem (38 a 30), o atleticano descarta a possibilidade de alcançar os três dígitos na contagem.

"Acho meio improvável. Para um goleiro, 100 gols é um número muito além do normal. Eu penso em chegar a uns 50", conta Márcio, que vive a expectativa de marcar contra o ídolo nesse domingo. "Vou ficar muito feliz se conseguir marcar um gol em um grande ídolo, seria muito especial. Não tenho rivalidade nenhuma com ele, mas será legal se acontecer".

O contrário já ocorreu. Pelo Campeonato Brasileiro do ano passado, no Serra Dourada, Ceni marcou cobrando pênalti. "Não fiquei feliz, até porque o jogo era muito importante, mas também não me decepcionei. Pela qualidade do Rogério, todo goleiro que enfrenta o São Paulo está sujeito a levar gol".

Reconhecimento de Ceni

AE
Goleiros-artilheiros se enfrentam neste domingo no Serra Dourada
Rogério Ceni sabe que é muito querido por Márcio e tenta retribuir o carinho quando São Paulo e Atlético-GO se encontram. "Nosso primeiro contato foi ano passado. Eu ia falar sobre minha admiração, mas ele já me pegou de surpresa dizendo que me conhecia. Aí criamos esse laço. Conversamos quando nos enfrentamos e tento demonstrar essa admiração por meio da imprensa também", admite o arqueiro atleticano.

O encontro entre os dois tricolores no primeiro turno, no Morumbi, foi especial para Márcio. Ele preparou uma homenagem pelos 100 gols do são-paulino e pretendia surpreendê-lo, mas acabou sendo presenteado antes mesmo da partida.

"Isso é meio pessoal, mas acabou vazando para a imprensa. Quando ele fez 100 gols, de imediato tive a ideia de dizer o quanto isso representava para mim. Fiz uma placa e pensei que faria uma surpresa, mas ele me surpreendeu antes. Quando fui aquecer, o roupeiro do São Paulo me entregou uma camisa autografada. Mandei a placa pelo roupeiro, a gente se falou no jogo e ele me agradeceu. Agradeci mais ainda", revela.

O presente do ídolo está em um lugar especial. Márcio costuma guardar as lembranças da profissão em um aposento da casa de sua mãe, mas a camisa de Rogério Ceni foi direto para sua residência após ser enquadrada.

"Tenho duas camisas consideráveis. Além dessa do Rogério, consegui uma do Palmeiras em 2009, quando nos enfrentamos pela Copa do Brasil. Essa está na casa da minha mãe, que é muito fã do Marcos", diz o arqueiro do Dragão, que pode aumentar sua coleção nesse fim de semana. "Já tenho duas camisas do Rogério. Não sei se vamos trocar, mas pode ser".

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