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São Paulo tenta virar time que "transpira" a partir de coletivos

"Sem transpiração, não existe qualidade", discursa Leão, em busca da raça que faltou para a equipe em 2011

Gazeta |

Gazeta Press
O técnico Leão incentiva o meio-campista Lucas em treinamento
O São Paulo não tem amistosos marcados para sua pré-temporada. Também não há nenhum jogo-treino programado até a estreia no Paulista, no dia 22, contra o Botafogo de Ribeirão Preto, no Morumbi. Por isso, o primeiro coletivo do ano, marcado para este sábado, terá ainda mais importância na preparação do clube para a temporada. Será em atividades como essa que Emerson Leão tentará forjar uma equipe com a característica que diretoria e torcida mais anseiam em 2012: raça.

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"Mas não é a diretoria e o torcedor que querem, é o futebol que pede. Transpiração é algo fantástico. Sem ela, não existe qualidade. Se você não estiver preparado fisicamente, não pode mostrá-la. É necessário musculatura, explosão, impulsão, inteligência. Quero todos no limite máximo de sua capacidade", falou o técnico.

Em 2011, o elenco foi chamado de acomodado e causou a revolta dos dirigentes do clube, que querem uma nova postura nesta temporada. Esta é a ordem do presidente Juvenal Juvêncio. Por isso, Xandão, Jean, Carlinhos Paraíba, Rivaldo, Marlos e Dagoberto saíram do clube, e outros ainda deverão ser negociados. Pelo mesmo motivo, foram contratados Fabrício, Edson Silva, Paulo Miranda, Bruno Cortês e Maicon, e ao menos mais três devem chegar.

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Além da 'faxina', existe o trabalho de Leão em campo, que já avisou que não quer jogadores satisfeitos com a reserva no clube do Morumbi. "Todos terão oportunidade. Vamos começar a elaborar um trabalho para definir a equipe que enfrentará o Botafogo. Quem não sair na frente, pode ficar na frente depois."

Um aviso também pode ser endereçado diretamente a João Filipe. O zagueiro passou a ser contestado pelo treinador por insistir em arrancar para o ataque. Agora, o recém-contratado Edson Silva já é usado como exemplo da dedicação e obediência para, antes de tudo, se preocupar em afastar a bola do gol de Rogério Ceni, mesmo que seja necessário abdicar da técnica.

"Zagueiro precisa saber que é zagueiro. Tem hora que pode ser técnico, mas dificilmente dentro da área, quando deve rebater o perigo. O enfeite é uma dificuldade a mais. Alguns excelentes beques que vi poderiam fazer isso. Alguns só. A maioria, não", disse Leão. "Os treinamentos [na pré-temporada] são para se ganhar posição. A posição está aberta. Quem a quiser, que mostre mais serviço."

Essa é a razão para tanta importância ao coletivo que ocorrerá na manhã deste sábado no Centro de Formação de Atletas em Cotia. Tanto no local da concentração quanto nas atividades similares que ocorrerão a partir de quinta-feira no CCT da Barra Funda, será forjada a base que tentará dar ao São Paulo seu primeiro título desde o Brasileiro de 2008.

"Saíram muitos atletas que vinham jogando, preciso de um time-base ainda. E faço isso em treinamentos, não na competição que parece ser um jogo-treino. Nas circunstâncias em que o São Paulo se encontra, é melhor jogar entre nós. Preciso definir a equipe vendo o que quem chegou oferece e a resposta dos que aqui já estavam. Representa mais do que qualquer jogo-treino", justificou Leão.

Amistosos já estão descartados, e dificilmente a última semana antes da estreia terá algum jogo-treino. "No treino, posso parar, corrigir e repetir na hora em que eu quiser, repito uma falta dez vezes sem incomodar e posso fingir que errei ao apitar um pênalti. Em jogo-treino, pode até acontecer isso se o juiz for nosso, mas prefiro ensaiar treinando", afirmou o técnico.

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