Tamanho do texto

Ricardo Gomes, Sergio Baresi e Carpegiani não tiveram o mesmo sucesso do antecessor

Atualmente no Santos, Muricy Ramalho ficou por mais de três anos no São Paulo, entre 2006 e 2009
Gazeta Press
Atualmente no Santos, Muricy Ramalho ficou por mais de três anos no São Paulo, entre 2006 e 2009
Entre os anos de 2006 e 2008, o São Paulo viveu tempos de glórias com a conquista do tricampeonato Brasileiro, fato inédito entre os clubes do futebol nacional. O técnico na ocasião era Muricy Ramalho , que comandou a equipe por 3 anos e meio - de janeiro de 2006 a junho de 2009. Desde então, o time do Morumbi não conseguiu emplacar um treinador por tanto tempo.

Siga o iG São Paulo no Twitter

Apesar das conquistas nacionais, Muricy foi demitido por ter sido eliminado de quatro Libertadores seguidas por equipes brasileiras. Em 2006, perdeu a final diante do Internacional . Em 2007, caiu ante o Grêmio nas oitavas. No ano seguinte, o Fluminense foi o algoz, nas quartas. Já em 2009, o time ficou pelo caminho de novo nas quartas, dessa vez contra o Cruzeiro .

Entre para a Torcida Virtual do São Paulo e convide seus amigos

Após a saída de Muricy, Ricardo Gomes assumiu o comando do São Paulo, onde permaneceu por um ano e dois meses. O treinador teve uma boa performance na temporada 2009, pegando a equipe da 16ª colocação do Brasileirão e levando até a 3ª posição no final, brigando pelo título nas últimas rodadas.

Em 2010, seu trabalho foi bastante contestado com a eliminação na semifinal do Paulistão e o futebol ruim que a equipe apresentava. Após a derrota para o Palmeiras no torneio regional, o técnico teve um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e assustou a todos, ficando de fora em alguns jogos da equipe, mas retornando sem maiores problemas. Na véspera das quartas de final da Libertadores, contra o Cruzeiro, chegou a cogitar-se a sua demissão. Mas a equipe passou muito bem pelos mineiros, dando sobrevida ao treinador.

A Libertadores e o Brasileirão foram interrompidos por conta da Copa do Mundo, e no retorno do torneio nacional o time colecionou resultados ruins e outras atuações abaixo do esperado, pressionando Ricardo Gomes. A gota d'água foi a eliminação diante do Inter, na semifinal da Libertadores. Seu contrato acabou em agosto de 2010 e a diretoria decidiu não renovar o vínculo.

Depois de Ricardo Gomes, Sérgio Baresi foi promovido de técnico das categorias de base do São Paulo a comandante do time principal. Logo de início, ele não caiu nas graças da torcida e a aventura do novato durou pouco mais de dois meses, de agosto a outubro de 2010. A sequência de resultados ruins fez que com que a diretoria mandasse o treinador de volta para o CT de Cotia, onde permanece até hoje.

Carpegiani ficou dez meses no São Paulo
Vipcomm
Carpegiani ficou dez meses no São Paulo
Foi então que chegou Paulo César Carpegiani ao comando são-paulino. E, diferente dos outros treinadores que passaram pelo clube desde Muricy Ramalho, o trabalho de Carpegiani não foi contestado somente na questão técnica. O técnico, apelidado de "Professor Pardal" por inventar na escalação da equipe, se envolveu em algumas confusões e polêmicas.

Os episódios mais marcantes foram os com Dagoberto e Rivaldo. No Paulistão de 2011, o treinador chegou a chamar o atacante de "bobalhão" durante uma partida e disse que abriria mão do atleta se chegasse alguma proposta de outro clube. Já com o experiente meia, a discussão foi através da imprensa. Rivaldo se sentiu humilhado de não poder jogar contra o Avaí, na eliminação da Copa do Brasil, e Carpegiani questionou o caráter do camisa 10.

Mais recentemente, depois que o time perdeu para o Botafogo, no Brasileirão, dentro do estádio do Morumbi, o treinador admitiu que o São Paulo estava negociando com o meia argentino Cañete. O fato irritou a diretoria do clube, uma vez que a contratação estava sendo tratada em sigilo absoluto. O revés para o Flamengo na última quarta-feira encerrou de vez a segunda passagem do treinador pelo clube, que durou dez meses.