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São Paulo muda estatuto para permitir terceiro mandato de Juvenal

Emenda sugerida por Carlos Miguel Aidar é aprovada pelo Conselho, mas ainda depende de decisão judicial

Levi Guimarães, iG São Paulo |

O Conselho Deliberativo do São Paulo votou na noite desta sexta-feira a mudança no estatuto do clube que poderá permitir ao presidente Juvenal Juvêncio se candidatar ao terceiro mandato consecutivo no clube. A alteração, no entanto, ainda depende de uma decisão judicial para passar a ter efeito.

Dos 234 conselheiros do clube, 158 compareceram à votação. Destes, 140 votaram pela mudança que beneficia Juvenal Juvêncio, enquanto apenas 18 votaram contra.

Na semana passada, a oposição são-paulina havia conseguido uma liminar para impedir a votação no âmbito do Conselho. Qualquer mudança estatutária só poderia ocorrer por meio de uma Assembléia Geral dos sócios do clube.

Essa liminar foi cassada na quinta-feira com uma nova liminar, dessa vez em favor da situação. A decisão, porém, não é definitiva. Ela ainda depende do julgamento do mérito da questão, algo que não deve acontecer tão rápido. A expectativa de Carlos Miguel Aidar, ex-presidente do clube e advogado da situação, é que isso aconteça até o final de março.

A decisão judicial passa a ser, portanto, a principal peça do quebra-cabeça dos bastidores políticos do clube do Morumbi. Caso o recurso de Aidar seja acatado, a mudança do estatuto pela votação dos conselheiros será aprovada. Caso contrário, a votação realizada nesta sexta-feira perderá qualquer valor.

"Mas estou certo de que venceremos", disse Aidar, confiante, ao final da votação desta sexta-feira. "Se for bom para o São Paulo, que o Juvenal fique 200 anos!".

O edital de convocação para a eleição à presidência do São Paulo deve ser publicado oito dias antes do pleito, que ainda não tem data definida, mas acontece na segunda quinzena de abril. A expectativa, portanto, é de que o lado que sair derrotado no julgamento do recurso não terá tempo hábil para recorrer novamente.

Com a candidatura de Juvenal Juvêncio, a oposição será representada por Edson Lapolla, que chegou a ser diretor de futebol adjunto do próprio presidente antes de se afastar do atual grupo da situação. Sem Juvenal, o próprio Lapolla já admitiu que aceitaria discutir a indicação de um outro nome, mesmo que da situação, já que o principal objetivo é não acabar com a tradição são-paulina de alternância no poder.

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