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São Paulo minimiza críticas a Lucas e descarta 'efeito Kaká'

Jovem promessa foi alvo do descontentamento da torcida, que o acusou de se esconder nos momentos decisivos

Gazeta Esportiva |

A eliminação do São Paulo diante do Avaí gerou uma reação de torcedores que respingou até na principal revelação do clube nos últimos anos: Lucas. Idolatrado desde que foi promovido aos profissionais, em agosto do ano passado, o camisa 7 sentiu pela primeira vez a ira da torcida. Nas pichações nos muros do Morumbi, na madrugada de sexta-feira, o jogador foi chamado de "pipoca".

Há também torcedores que o compararam a Kaká, que surgiu como grande esperança no clube e acabou negociado com o Milan em meio a uma forte pressão das arquibancadas, que acusavam o meia de se esconder em momentos decisivos. Porém, o diretor de futebol do clube, João Paulo de Jesus Lopes, descarta a possibilidade de o garoto repetir o antigo ídolo e deixar o país agora.

"Não existe essa hipótese. O Kaká tinha prazo curto para terminar o contrato. Já o Lucas tem mais cinco anos. Não vamos liberá-lo, pois tem excelente comportamento, índole e berço. Está preparado para resistir a esse tipo de comentário que vem de pessoas que, às vezes, não são nem são-paulinas", comentou o dirigente.

Na sexta-feira, Lucas afirmou por meio de seu Twitter que não se abalou com as contestações. "Críticas construtivas são sempre bem-vindas. Tenho muito que mostrar ainda, mas sempre irei honrar a camisa tricolor. Jamais irei perder minha vontade e meu prazer de jogar por esse time".

A cúpula do São Paulo não se mostra preocupada com as manifestações contra o jogador. A aposta de Jesus Lopes é na serenidade demonstrada pelo garoto desde que foi promovido da base.

"Ele está tranquilo e tem todo nosso apoio. O Lucas é um exemplo e temos grande expectativa em relação a ele. Pode sofrer críticas de um ou outro, mas a maioria da torcida o adora. Nós nem tomamos conhecimento. Respeitamos a torcida, mas temos uma diretoria em condições de tomar decisões mais adequadas", afirmou.

Além disso, Jesus Lopes lembrou que os jogadores são-paulinos contam com o acompanhamento de um psicólogo e um psiquiatra. Depois da eliminação na Copa do Brasil, o diretor não teve a oportunidade de conversar com Lucas, mas percebeu que outros atletas do clube conseguiram manter a calma.

"O elenco está dispensado até segunda, mas conversei hoje (sábado) com alguns que estão no Reffis e não há problema. O Fernandinho, por exemplo, não teve nenhum abalo desse tipo, até porque tem todo apoio. O São Paulo não deixa de ser uma ótima equipe para ser ruim de um dia para outro", comentou.

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