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São Paulo domina o jogo, mas não é decisivo e para no Atlético-GO

Em sua estreia, Adílson Batista vê time perder chances claras e volta a ter problemas com time de Goiás

Danilo Lavieri, iG São Paulo |

nullO São Paulo não confirmou seu favoritismo e ficou apenas no empate por 2 a 2 com o Atlético-GO dentro de casa logo na estreia de Adílson Batista. O time paulista dominou amplamente a partida, criou as melhores chances de gol, mas perdeu a maioria delas. Dagoberto, por exemplo, perdeu duas chances dentro da área, e Rivaldo desperdiçou outra. Os visitantes tiveram rendimento exatamente inverso: criaram pouco, mas foram decisivos. Na estreia do novo técnico, as vaias foram a trilha sonora da noite. Juan foi muito xingado.

O empate voltou a fazer Adílson Batista ter problemas com o Atlético-GO. Foi em uma derrota em pleno Pacaembu no ano passado que ele acabou demitido do Corinthians. O resultado deixa o São Paulo em 2º, com 22 pontos, seis a menos que o líder, mas com um jogo a mais. O time de Goiás fica em 17º, com 9 pontos.

O resultado foi construído em um jogo em que o São Paulo teve amplo domínio, mas que pecou muito na hora de finalizar. No 1º tempo, foram sete tentativas de gol, contra apenas uma dos rivais. Dagoberto, por exemplo, chegou a encerar a bola três vezes e errou na hora de finalizar. Rhodolfo marcou para os são-paulinos, e Bida para os goianienses.

Na etapa final, Jairo Júnior foi muito bem nas substituições. Tirou um volante para a entrada de outro atacante e conseguiu empatar a partida após Rivaldo colocar o time à frente. Anselmo empatou. Aos 35 minutos, ele tirou um atacante e colocou Leonardo, que ajudou a segurar o empate.

Na próxima rodada, o São Paulo enfrenta o Coritiba, fora de casa, às 21h50 de quarta-feira. O Atlético-GO, dentro de casa, recebe o Cruzeiro, às 19h30 também de quarta-feira.

O jogo

Aos 3 minutos, o São Paulo já deu mostras de que não teria problema em derrotar o rival. Juan fez boa jogada pela esquerda, cruzou e encontrou Dagoberto. O atacante, de calcanhar, desviou e acertou o peito do zagueiro. Cinco minutos depois, Rhodolfo concretizou a superioridade que era impressionante. O zagueiro subiu sozinho e desviou lançamento de Dagoberto em cobrança de falta para abrir o placar.

O gol acalmou o jogo. O Atlético-GO não conseguia nem assustar Rogério Ceni, que, certamente, teve dificuldades para se manter aquecido durante a etapa inicial. O São Paulo não se importava com isso, trocava passes com tranquilidade no campo do adversário e só atacava na certeza de que daria certo, sem se arriscar. Aos 30, Dagoberto fintou três vezes o mesmo zagueiro, mas acabou chutando muito fraco. Nove minutos depois, o atacante prendeu muito a bola dentro da pequena área e esqueceu de finalizar para aumentar o placar.

A defesa são-paulina era tão pouco exigida que dormiu na única vez que precisou trabalhar. Aos 44 minutos do 1º tempo, ninguém impediu a cobrança de falta rápida dos visitantes, Xandão falhou na hora de afastar a bola da grande área e Bida aproveitou o vacilo para empatar o placar na hora em que Rogério Ceni ajoelhou.

Na 2ª etapa, o Atlético-GO melhorou um pouco e já assustou Rogério Ceni com um chute de Anselmo de fora da área aos 4 minutos. Pouco antes, Jean, do São Paulo, já havia arriscado de fora da área, mas não fez o suficiente para passar por Márcio. Aos 8 minutos, Dagoberto deu nova assistência, mais uma vez cruzou a bola pela esquerda, e Rivaldo só desviou para recolocar o time paulista à frente no placar.

Para evitar novos sustos, o São Paulo tratou de tentar aumentar o placar. Wellington, aos 13 minutos, fez boa jogada pela esquerda e, na entrada da grande área, chutou no canto do gol. Márcio colocou para escanteio. A jogada foi o sinal para o Jairo Araújo, treinador do Atlético-GO mudar o time. O volante Rômulo deixou o campo para a entrada do veterano atacante Felipe.

Aos 17 minutos, Dagoberto resolveu tentar deixar de ser garçom para comemorar seu próprio gol e quase teve êxito. Ele carregou a bola pela intermediária e deu belo chute, que passou à esquerda de Márcio. Pouco tempo depois, Rivaldo perdeu a chance mais clara do jogo. Ele recebeu belo passe de Lucas, ficou cara a cara com o goleiro e podia escolher onde colocar a bola. O veterano chutou forte e por cima do gol.

Aos 24 minutos, o ditado mais popular do futebol veio à tona no Morumbi. Anselmo recebe cruzamento dentro da área e cabeceou no contra-pé de Rogério Ceni para empatar o jogo. Adílson Batista não estava, claro, feliz com o resultado. Por isso, tirou Carlinhos Paraíba para a entrada de Fernandinho.

Não adiantou muito. Ainda mais pela alteração de Jairo Araújo, que tirou Thiaguinho e colocou o zagueiro Leonardo para segurar o resultado no Morumbi. No fim, um resultado horrível para os donos da casa, que ainda viram Fernandinho perder chance quase dentro da pequena área.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO-SP 2 X 2 ATLÉTICO-GO

Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 23 de julho de 2011, sábado
Horário: 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Alicio Pena Júnior (MG)
Assistentes: Roberto Braatz (Fifa-PR) e Guilherme Dias Camilo (MG)
Público: 23.487 pagantes
Renda: R$ 604.454,00
Cartões amarelos: Carlinhos Paraíba e Juan (SPO) Leonardo, Thiago Feltri e Vitor Júnior (ATG)

GOLS
SÃO PAULO
: Rhodolfo, aos 8 minutos do 1º tempo, Rivaldo, aos 8 minutos do 2º tempo
ATLÉTICO-GO: Bida, aos 44 minutos do 1º tempo, Anselmo, aos 24 minutos do 2º tempo

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Jean, Xandão, Rhodolfo e Juan; Wellington, Carlinhos Paraíba (Fernandinho), Denilson (Rodrigo Caio) e Rivaldo (Cícero); Lucas e Dagoberto.
Técnico: Adilson Batista

ATLÉTICO-GO: Márcio; Rafael Cruz, Gilson, Anderson e Thiago Feltri; Agenor, Bida, Rômulo (Felipe), Thiaguinho (Leonardo) e Vítor Júnior; Anselmo.
Técnico: Jairo Araújo

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