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São Paulo demite Carpegiani e quer o substituto até segunda-feira

Estão cotados para assumir Cuca, Dorival Jr e até Ney Franco, que está na seleção brasileira

Levi Guimarães, iG São Paulo |

AE
Carpegiani nem viajou com a delegação de Floripa para São Paulo
A saída do técnico Paulo César Carpegiani será oficializada pela diretoria do São Paulo ainda na tarde desta sexta-feira, depois da eliminação do time na Copa do Brasil com a derrota por 3 a 1 para o Avaí na noite de quinta-feira em Florianópolis. No desembarque da equipe na manhã desta sexta-feira o presidente do clube, Juvenal Juvêncio, deixou clara a insatisfação com o trabalho do treinador.

Os nomes cotados entre os membros da diretoria de futebol do São Paulo seriam os dos dois treinadores dos grandes times de Minas Gerais, Dorival Júnior, do Atlético-MG, e Cuca, do Cruzeiro. O segundo, porém, já teve uma passagem pelo clube paulista em 2004 e teria como ponto negativo a resistência do goleiro e capitão Rogério Ceni.

Outros “candidatos” que correm por fora são Ney Franco, que comandou jovens são-paulinos como Lucas, Casemiro, Henrique, Willian José e Bruno Uvini na seleção brasileira sub 20, e Paulo Autuori, campeão mundial pelo São Paulo em 2005, que atualmente trabalha no Al-Rayyan, do Qatar, mas sempre tem seu nome especulado quando o time fica sem treinador.

“Foi mais uma derrota em que o time precisava reagir fortemente e não conseguiu. Não foi diferente no Campeonato Paulista [quando o São Paulo perdeu por 2 a 0 para o Santos na semifinal]. Claro que isso gera um descontentamento e cabe à diretoria examinar com mais profundidade”, afirmou o dirigente.

Outro aspecto que desagradou muito aos cartolas são-paulinos foi o desentendimento entre Carpegiani e o jogador mais experiente do time, o camisa 10 Rivaldo. Após a derrota, o meia se disse humilhado por não ter entrado em nenhum momento da partida e o treinador, ao saber das declarações, chegou a questionar o caráter do pentacampeão.

“Houve um choque de declarações entre o treinador e um jogador publicamente e isso também tem que ser examinado para ver o que faremos, mas ainda não temos hora para fazer isso”, disse Juvenal.

Pouco depois, o presidente demonstrou ter tomado o lado de Rivaldo na discussão. Afinal, Carpegiani também “culpou” a juventude do São Paulo pelo nervosismo e pela consequente derrota. Discurso contraditório, que Juvenal não ignorou: “se o time é jovem, ele tinha um não jovem no banco, que era o Rivaldo. Mas quem deveria colocá-lo em campo não sou eu”.

Questionado sobre a busca por um possível substituto, o dirigente apenas constatou que os melhores técnicos estão todos empregados e que essa seria a principal dificuldade para o São Paulo buscar um novo nome. E embora ele ainda não tenha confirmado oficialmente a demissão, Carpegiani nem sequer viajou com a delegação de volta para a capital paulista , indo visitar sua família em Porto Alegre. Segundo informações da rádio Estadão/ESPN, ele teria embarcado para o Sul já informado de seu desligamento.
 

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