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São Paulo completa 55 dias sem vencer e ainda encara algozes

No primeiro turno do Brasileirão, contra os mesmos adversários, time conseguiu apenas uma vitória e quatro empates

Marcel Frota, especial para o iG |

Vipcomm
Leão conversa com jogadores durante treino do São Paulo
Se o elenco são-paulino já demonstra ter chegado ao limite com uma sequência de nove jogos e 55 dias sem vitória pelo Campeonato Brasileiro, a paciência desses jogadores e torcedores ainda pode passar por uma dura provação nas próximas semanas. No primeiro turno, o São Paulo só conseguiu uma vitória diante dos cinco adversários que enfrentará até o final do torneio, contra o Avaí, por 2 a 1. Diante dos demais, só empates: 2 a 2 frente ao Atlético-PR e 1 a 1 nos jogos contra América-MG, Palmeiras e Santos. Sete pontos não parece o retrospecto dos mais interessantes para quem ainda deseja uma vaga na Libertadores.

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O zagueiro Rhodolfo deu pistas sobre como a vitória que ponha fim a essa sequência começa a se tornar uma obsessão e um peso para o time. “Está complicado de a gente vencer a primeira partida. Acho que o peso está nesse jogo. Essa coisa de tentar vencer, vencer, vencer... e já acumulamos nove jogos (sem ganhar no Brasileirão). Isso nunca aconteceu com a grande maioria aqui, isso de ficar nove jogos sem vencer. Então, tenho certeza que depois da primeira (isso passa). Temos de lutar por essa primeira vitória, por isso temos de nos concentrar contra o Avaí”, disse o zagueiro.

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Depois do triunfo sobre o time catarinense no primeiro turno, o São Paulo só conseguiria mais três vitórias antes de mergulhar no jejum. Se a carência de vitórias já não fosse por si só um problema, a incapacidade em reagir diante do problema tem gerado um desconforto evidente no clube e atrapalha até a cabeça dos jogadores. Broncas e gritos não são incomuns nos treinos. Para piorar a situação, a última derrota teve um requinte especial: o time levou três gols em 15 minutos e cedeu a virada quando vencia o Bahia por 3 a 1 na casa do adversário.

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Outras três situações ocorridas durante esse período foram de mexer com a cabeça do time e ilustram como o São Paulo tem posto tudo a perder quando aparenta ter chance de sorte melhor. Na primeira delas, Rivaldo desperdiçou um gol cara a cara com o goleiro aos 48 do segundo tempo no duelo contra o Botafogo e perdeu a oportunidade de uma virada improvável em pleno Engenhão.

As outras duas, da mesma forma que aconteceu contra o Bahia, mostram um time que permite a ação dos adversários quando tudo parece definido, nos 10 minutos finais de jogo. Tomou o gol da derrota para o Flamengo aos 39 do segundo tempo e chegou a estar na frente do Cruzeiro quando cedeu o empate, com gol sofrido aos 35 minutos da segunda etapa.

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E se a defesa foi a protagonista do mais recente fracasso, o torcedor são-paulino não deve esperar que a possível volta do goleiro Rogério Ceni para o jogo deste sábado signifique, por si só, um bom presságio. “Ele estava em sete dos jogos (que não ganhamos). Então a culpa ou mérito não é só dele, é do grupo”, afirmou Rhodolfo.

Porta-voz dos defensores tricolores, o zagueiro exime o goleiro reserva Denis de ter alguma responsabilidade para agravamento da má-fase, sobretudo na blitz baiana que marcou três gols em 15 minutos. A partida contra o Bahia foi aquela em que o São Paulo sofreu mais gols no segundo turno. “Infelizmente não tinha o que ele fazer nas três jogadas”, lamentou o defensor.

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