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São Paulo bate o Cruzeiro fora de casa e segue vivo

Com vitória, paulistas estão a sete pontos da vaga na Libertadores; mineiros perdem chance de assumirem liderança e caem para o terceiro lugar na tabela

Levi Guimarães, iG São Paulo |

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A partida era decisiva para as pretensões de Cruzeiro e São Paulo no Campeonato Brasileiro. E com uma vitória por 2 a 0, além de atrapalhar os rivais (e consequentemente beneficiar Fluminense e Corinthians), o time paulista se manteve vivo na competição, ao menos na luta por uma vaga na Copa Libertadores.

Com o resultado em Uberlândia, o São Paulo foi a 50 pontos, manteve o sétimo lugar na tabela do Brasileirão, diminuiu a diferença para o Fluminense de dez para oito pontos e manteve a distância para o terceiro colocado (antes o Corinthians, agora o Cruzeiro) em sete pontos faltando cinco rodadas para o final da temporada.

Já o Cruzeiro perdeu a oportunidade de assumir a ponta do campeonato, já que antes de entrar em campo viu o Fluminense apenas empatar com o Internacional em Porto Alegre. Os mineiros permaneceram com 57 pontos e foram inclusive ultrapassados pelo Corinthians, que goleou o Avaí no Pacaembu.

Depois de um primeiro tempo sem gols, o São Paulo construiu a vitória na segunda etapa. Um golaço do garoto Lucas, que tabelou com Dagoberto, abriu o placar. E Rogério Ceni definiu em cobrança de pênalti injustamente marcado a favor do time do Morumbi.

Na próxima rodada, o Cruzeiro vai a Salvador enfrentar o Vitória no estádio do Barradão. Já o São Paulo recebe o Corinthians no Morumbi na tentativa de encerrar um jejum de três anos e meio sem vencer o rival paulista. Ambas as partidas acontecem às 17h de domingo.

Veja os gols de Cruzeiro 0 x 2 São Paulo:

O jogo
Nos primeiros dez minutos de jogo, a principal chance de gol veio em uma bola parada a favor do São Paulo. Lucas foi derrubado pouco antes de invadir a área cruzeirense e o árbitro marcou a falta muito próxima da meia lua. Na cobrança, porém, Rogério Ceni bateu em cima da barreira.

Aos 17, foi a vez de o Cruzeiro chegar. O ex-são-paulino Thiago Ribeiro recebeu lançamento e avançou pela direita do ataque. Ele então cruzou em direção à pequena área do São Paulo e Robert tentou finalizar com um toque de letra, mas a bola saiu à esquerda do gol de Rogério Ceni.

Apesar das posturas ofensivas das duas equipes indicadas pelas escalações de Cuca e Paulo César Carpegiani, até os 25 minutos do primeiro tempo ambos os ataques pararam nas defesas adversárias. Mesmo as melhores jogadas criadas acabavam interrompidas pelos zagueiros e resultavam, no máximo, em cobranças de escanteio.

Aos 30, por muito pouco o São Paulo não repetiu a mesma jogada do gol que deu a vitória sobre o Atlético-PR na última quinta-feira. Assim como aconteceu no jogo disputado na Arena Barueri, Dagoberto cobrou falta levantando a bola na área e Miranda caceceou para o fundo do gol rival. O zagueiro, no entando, estava em posição de impedimento, que foi marcado pelo auxiliar Roberto Braatz.

Seis minutos mais tarde, novamente os visitantes chegaram com perigo e novamente a jogada foi parada por conta de um impedimento. Depois de um bate e rebate na área cruzeirense, a bola sobrou para Ricardo Oliveira, mas a posição irregular do camisa 99 foi marcada. De qualquer maneira, o goleiro Fábio já havia feito bela defesa, afastando o perigo.

Pouco depois, o Cruzeiro chegou com Thiago Ribeiro, que chutou forte da direita da área são-paulina. Como já havia acontecido em um lance anterior, Rogério Ceni não conseguiu segurar de primeira e precisou fazer a defesa em dois tempos. Aos 43, Dagoberto teve a última chance do primeiro tempo ao tentar encobrir Fábio, mas faltou força na conclusão e o intervalo chegou sem alterações no placar.

Para a segunda etapa, as duas equipes voltaram sem alterações e nos primeiros minutos o ritmo foi ainda mais lento que nos 45 minutos iniciais. Mas isso mudou aos sete minutos. Lucas fez ótima arrancada pela direita, se livrando de dois marcadores, tabelou com Dagoberto, invadiu a área e ainda driblou o goleiro Fábio antes de chutar para marcar 1 a 0 para o São Paulo.

Precisando do resultado para não ver o Fluminense se isolar na liderança do Brasileirão e ainda ser superado pelo Corinthians na vice-liderança, o Cruzeiro tentou ir para cima, mas continuou esbarrando no bom posicionamento dos zagueiros Alex Silva e Miranda, que ainda contavam com a presença providencial do volante Rodrigo Souto.

E mesmo nas oportunidades em que os atacantes cruzeirenses conseguiram concluir, encontraram obstáculos pela frente. Aos 17, Montillo cobrou falta no meio do gol e Rogério Ceni defendeu com facilidade. Dois minutos depois, Fabricio chutou com força e o camisa um espalmou para escanteio. Na cobrança, a bola sobrou para Robert chutar depois de confusão na área e o atacante Fernandão acabou salvando quase em cima da linha.

Para tentar mudar o jogo, Cuca tirou Gilberto e colocou Roger em campo. Imediatamente, Carpegiani respondeu tirando Fernandão e colocando mais um zagueiro, Renato Silva.

O tudo ou nada cruzeirenze, no entanto, não deu resultado. E quem voltou a marcar foi o São Paulo. Ao tentar driblar Léo, Ricardo Oliveira caiu fora da área, mas o árbitro Nelson Nogueira Dias marcou pênalti. Na cobrança Rogério Ceni não deu qualquer chance de defesa a Fábio e fez 2 a 0. A pressão dos anfitriões aumentou ainda mais nos últimos minutos da partida, mas não o suficiente para balançar as redes são-paulinsas.

Milton Trajano


FICHA TÉCNICA
CRUZEIRO 0 x 2 SÃO PAULO

Local:
estádio João Havelange (Parque do Sabiá), em Uberlândia (MG)
Data: 03 de novembro de 2010, quarta-feira
Horário: 21h50 (horário de Brasília)
Árbitro: Nelson Nogueira Dias (PE)
Assistentes: Roberto Braatz (Fifa-PR) e Ubirajara Ferraz Jota (PE)
Cartões amarelos: Fabrício e Gilberto (Cruzeiro); Miranda e Carlinhos Paraíba(São Paulo)

Gols: SÃO PAULO: Lucas, aos 7, e Rogério Ceni, aos 35 minutos do segundo tempo

CRUZEIRO: Fábio; Jonathan, Léo, Edcarlos e Diogo Renan; Fabrício, Henrique, Gilberto (Roger) e Montillo; Thiago Ribeiro e Robert (Wallyson)
Técnico: Cuca

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Jean, Alex Silva, Miranda e Richarlyson; Rodrigo Souto, Carlinhos Paraíba, Lucas (Marlos) e Fernandão (Renato Silva); Dagoberto (Cleber Santana) e Ricardo Oliveira
Técnico: Paulo César Carpegiani

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