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São Paulo admite favoritismo, mas prega respeito ao lanterna

Líder enfrenta o Grêmio Prudente, último colocado; jogadores falam em atenção para evitar surpresa

Levi Guimarães, iG São Paulo |

De um lado, um dos times mais tradicionais do estado, atual líder do Campeonato Paulista. Do outro, uma equipe que, depois de ser rebaixada no Brasileirão ainda passou por grande reformulação do elenco e hoje é a última colocada no torneio estadual. Mesmo assim, o discurso do São Paulo é de respeito total ao Grêmio Prudente para o jogo entre as duas equipes neste domingo.

“Nossa equipe é boa e vamos tentar ser campeões paulistas, mas não tem equipe imbatível no futebol, dependendo do jeito que jogarem, podem encaixar a marcação e dificultar. Não tem equipe fraca, não adianta pensar que vai ser tranquilo, porque todo mundo quer mostrar contra o São Paulo”, afirmou o zagueiro Rhodolfo, que ainda está invicto atuando pelo clube do Morumbi.

Com uma campanha que conta com nove vitórias, um empate e três derrotas em treze rodadas, o São Paulo tem 28 pontos e saldo positivo de 15 gols. O Prudente tem 9 pontos, menos de um terço do rival, e saldo negativo praticamente igual, de 14 gols. Com uma vantagem teórica tão grande, os são-paulinos admitem que é preciso trabalhar também o lado psicológico, para evitar o “salto alto”.

“Estamos trabalhando isso durante a semana, conversando bastante sobre isso, essa possibilidade de sermos surpreendidos. Não pode acontecer de entrarmos um poudo dispersos. Trabalhamos para estar focados no jogo, no adversário, vendo vídeos de jogos deles”, disse o atacante Marlos, que substituirá Dagoberto, suspenso depois de receber o terceiro cartão amarelo contra o Santo André, no último domingo.

Como a atual liderança é dividida com os rivais Corinthians, Santos e Palmeiras, o São Paulo sabe que um tropeço pode ser decisivo em relação à posição final na fase de classificação. “Sabemos que se perder complica, ou até se empatar. Esse é o primeiro aspecto que precisamos lembrar para entrar super concentrado, atento”, destaca o volante Jean.

Apesar de todo o respeito ao adversário presente no discurso dos atletas, o favoritismo é inegável, mesmo jogando fora de casa. E o próprio técnico da equipe, Paulo César Carpegiani, admite isso. Falando em “lógica”, o treinador reconheceu que seu time tem a responsabilidade de sair vencedor.

“Não existe jogo fácil, o jogo sai do 0 a 0. Existe é uma lógica. A gente tem a possibilidade de ganhar. Entre uma grande equipe e uma equipe de pequeno porte, você vai jogar dez vezes, ganhar oito, empatar uma e perder uma. Tem lógica, tem favoritismo, mas tudo isso tem que ser demonstrado dentro de campo, nada se ganha antecipadamente”, afirmou.

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