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Dirigentes viajarão ao Paraguai para encontrar Nicolas Leoz, mas esperam anunciar decisão nesta segunda

O Santos já decidiu em qual estádio pretende mandar o jogo da final da Copa Libertadores da América, diante do Peñarol, no dia 22 deste mês. O Pacaembu ganhou a preferência dos santistas na concorrência com o Morumbi. Porém, a diretoria do clube quer passar a posição para a Conmebol, interessada em que a decisão seja disputada no estádio do São Paulo. Apesar de explicar a decisão para a entidade sul-americana, o Santos espera divulgar oficialmente o Pacaembu como "palco do jogo" nesta segunda-feira.

Samir Carvalho
Luís Álvaro conversará pessoalmente com Nicolas Leoz
O presidente do Santos, Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, viajará a Assunção, no Paraguai, na próxima quarta-feira, para conversar com o presidente da Conmebol, Nicolas Leoz. A ideia do santista é convencer o dirigente de que o Pacaembu oferece condições de ser o estádio da partida entre Santos e Peñarol.

“Eles (Conmebol) tem preferência pelo Morumbi, mas o mando é do Santos e vamos explicar para eles que o Pacaembu tem totais condições para mandar o jogo. Vamos pensar na questão técnica e não financeira para tomarmos a decisão”, afirmou Luís Álvaro ao iG .

A Conmebol, que sempre fica com uma quantia dos bilhetes, já pediu cerca de 3 mil ingressos para a final. Já o Santos não está procurado com a renda e dispensa o Morumbi, que tem capacidade para 68 mil pagantes. O Pacaembu cabe 40 mil pessoas, mas por motivos de segurança a carga total costuma ser de 37 mil.

O técnico Muricy Ramalho se esquiva sobre a decisão, mas já deixou a entender que prefere o Morumbi por questões técnicas. O treinador acredita que o estádio do São Paulo dificultará o esquema defensivo do Peñarol. No entanto, Muricy já avisou que respeitará qualquer decisão da diretoria santista.

“Eu sempre dei minha opinião quando fui perguntado pela diretoria no que diz respeito à parte técnica. Agora sempre deixo bem claro que cada técnico tem uma maneira de trabalhar, a minha maneira de trabalhar é respeitar a estratégia do clube, é respeitar as pessoas. Não sou desse negócio de ficar me metendo em obra de CT, jardinagem, arquitetura, essas coisas, projetos”, disse Muricy.


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