Apesar do interesse do Santos na contratação, Muricy pediu 30 dias de férias antes de voltar a trabalhar

Apesar do técnico Muricy Ramalho, que pediu demissão do Fluminense neste domingo , dizer que pretende descansar nos próximos 30 dias, a diretoria do Santos ignora a vontade do treinador e insiste em agendar uma reunião com Muricy após o duelo da equipe contra o Colo Colo nesta quarta-feira, no Chile, pela terceira rodada da Copa Libertadores.

"Nós não vamos analisar qualquer discurso que ele (Muricy) teria dito. Isso não é relevante para nós. O que está em questão é que não vamos negociar com treinador essa semana para não perdermos o foco do jogo no Chile", disse o diretor de futebol do Santos, Pedro Luiz Nunes Conceição.

O ‘qualquer discurso’ de Muricy Ramalho citado pelo diretor de futebol do Santos é referente a entrevista concedida pelo treinador ao BandSports, onde Muricy revela que pretende ficar 30 dias de férias antes de voltar a trabalhar.

“Vou no mínimo ficar 30 dias para depois pensar no que vou fazer. Não tomo esse tipo de atitude, de sair de um lugar e ir para o outro. Não estou dando o famoso migué. Estou abrindo mão de um contrato muito forte, o melhor da minha carreira, para ficar desempregado”, disse Muricy, que pediu tranquilidade para o técnico interino do Santos, Marcelo Martelotte, poder trabalhar.

"Não, de jeito nenhum”, disse Muricy sobre a chance de fechar com o Santos nos próximos dias. “As pessoas têm de entender que nem todo mundo no futebol é igual. O Marcelo (Martelotte, interino do Santos) tem de trabalhar tranquilo. Desde ontem começaram a falar isso, mas você pode ter certeza do que eu estou falando”, completou.

O iG já havia antecipado no final da noite deste domingo a pretensão da diretoria santista em iniciar as conversas com Muricy Ramalho somente após o jogo considerado decisivo pelos dirigentes contra o Colo Colo, no Chile.

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