O retrospecto de Sandro Meira Ricci com os santistas não é bom, na avaliação dos jogadores e do técnico Muricy Ramalho

No ano passado, o atacante Neymar criticou Sandro Meira Ricci
AE
No ano passado, o atacante Neymar criticou Sandro Meira Ricci
O Santos não vai protestar na Conmebol, mas não perdoa a escalação de Sandro Meira Ricci para ser o árbitro do jogo contra o Internacional, nesta quarta-feira às 22h, no Beira-Rio, pela penúltima rodada da fase de grupos da Copa Libertadores . O retrospecto do juiz com os santistas não é bom, na avaliação dos jogadores e do técnico Muricy Ramalho.

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No Campeonato Brasileiro de 2010, na derrota que o time sofreu do Vitória por 4 a 2, em Salvador,  Ricci marcou um pênalti de Edu Dracena, o que levou Neymar (poupado do jogo) a protestar no Twitter, com uma frase pesada: "juiz ladrão, vai sair de camburão". Em seguida, a mensagem foi retirada e o garoto alegou que não foi ele quem escreveu.

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No Brasileiro do ano passado, os santistas voltaram a reclamar de Ricci, que teria deixado de dar um pênalti exatamente em cima de Neymar, que, ao sair de campo, culpou o árbitro pela derrota por 2 a 1 contra o Atlético-GO, no Serra Dourada.

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Luis Alvaro afirmou nesta terça que não veta juiz, mas considerou a escolha de Ricci infeliz, reforçando o que disse Muricy Ramalho após a vitória de domingo contra a Portuguesa. "Claro que é inoportuno. Eu sei bem separar as coisas. Ele é uma ótima pessoa e correto. Mas no jogo contra o Atlético-GO (no Brasileirão do ano passado) ele nos prejudicou. Não deu pênalti claro para a gente em cima do Neymar. Então acho que tem coisas que podemos evitar. Ele já foi uma revelação, mas acho que poderia evitar", analisou o técnico.

"Existe no quadro da FIFA uma grande quantidade de juízes habilitados e escolheram logo esse", argumentou Luis Alvaro. "Independente de se tratar de pessoa séria e competente, é um juiz que foge dos pré-requisitos para apitar essa partida". O dirigente compara a situação de Ricci no jogo desta quarta à da que ocorre na Justiça quando um juiz, por alguma particularidade, declina de participar de um julgamento alegando incompatibilidade. "Como não escalo o árbitro, não há nada que eu possa fazer. E também não vou prejulgar o juiz".

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O que mais incomoda os santistas é que já no primeiro jogo contra o Internacional, na Vila Belmiro, houve um precedente. O juiz indicado (não há sorteio na Conmebol) foi Evandro Rogério Roman, um gaúcho que apita pela Federação Paranaense de Futebol. Como o Santos derrotou o Internacional, até com facilidade, o assunto morreu. Agora, com a escalação de um juiz que, além de supostamente ter prejudicado o time em duas oportunidades, processou a maior estrela da equipe, a desconfiança não só voltou como é até maior.

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