Zagueiro foi capitão na base e terá primeira chance como titular no domingo

É com a mesma naturalidade com a qual se expressa que o zagueiro Saimon encara a chance de ser titular do Grêmio . Novidade na equipe treinada por Renato Gaúcho para enfrentar o Corinthians, domingo, na estreia do Brasileirão, o jovem de 20 anos foge do estereótipo de jogador de futebol. É discreto, articulado e realista.

Basta ver como analisou a oportunidade:

"Renato ainda não decidiu, mas apresentou a ideia. Não é definitivo, mas fico feliz por receber a oportunidade. Não adianta reivindicar uma sequência de jogos. Tenho de pensar no primeiro degrau da escada para depois dar os passos à frente".

As frases com começo, meio e fim surpreenderam os jornalistas na quinta-feira. Afinal, não é raro ver garotos com dificuldade em fazer algo mais simples do que a exigência de uma partida de futebol: falar. A explicação está na prematura experiência.

"Sempre gostei de falar com pessoas mais velhas. Então, tratava de assuntos que fizeram eu ficar maduro. Cresci assim", disse Saimon, natural de Erechim, norte gaúcho.

Foi assim que virou liderança nas categorias de base do clube gaúcho. Sempre era capitão das equipes e, com 17 anos, virou profissional – Celso Roth era o treinador na época. Desde então, atuou apenas em partidas da equipe reserva bem como outros garotos da base. Uma realidade que precisa ser mudada, na opinião de Saimon:

"A gurizada tem qualidade. O Santos está na Libertadores com um time jovem. O Barcelona tem 10 jogadores da base. É preciso apostar nos jovens".

Em 2011, com Renato, Saimon participou de dois jogos do Gauchão. No domingo, deve ser o parceiro de Rodolfo – Vilson está machucado e Rafael Marques virou reserva.

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