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Futebol
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Saída de Marcos deixa Palmeiras sem unanimidades no elenco

Goleiro era o último que conseguia o respeito de todos palmeirenses. Até Felipão já é contestado

Danilo Lavieri, iG São Paulo |

Em 2012, o Palmeiras não deve ter um pingo de paciência de sua torcida. A saída de Marcos não deixou nenhum jogador que seja unanimidade com os torcedores e a crescente fila de títulos de expressão que a equipe acumula só deve piorar a pressão que o elenco suportará já a partir deste sábado, quando o amistoso diante do Ajax-HOL abre a temporada.

Nem mesmo o treinador campeão da Libertadores em 1999, Luiz Felipe Scolari, consegue ter o respaldo de 100% dos torcedores. Além da organizada, que já xinga e ironiza o pentacampeão, pessoas que não são membros da facções mostram descontentamento com algumas escolhas e chiam com os resultados nada agradáveis conseguidos desde a sua chegada, no meio de 2010, sem nenhum título e uma final de campeonato.

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Entre os comandados de Felipão, até mesmo o super eficiente Marcos Assunção é xingado. Neste caso, a maioria das críticas vem das organizadas, que insistem em chamar o volante de de cachaceiro, apesar da longevidade comprovada do jogador, que pouco desfalca a equipe mesmo perto dos 40. Luan, um dos artilheiros do ano, também é muito xingado.

Gazeta Press
Marcos era última unanimidade no elenco do Palmeiras


Valdivia, que já foi ídolo até pouco tempo, tem constantes pedidos de respeito de todos e já é chamado de chinelo por outra parte da torcida. Caso parecido com o de Kleber, que nem está mais no Palestra Itália, mas deixou a “casa perfeita”, como definiu o Palmeiras na sua chegada, sob xingamentos de mercenários e traíra. Até mesmo Deola, criado nas categorias de base, já ouve palavrões.

Para piorar a situação, até mesmo o nome de reforços já são muito contestados antes mesmo de assinarem com o clube. O caso mais clássico é o de Richarlyson, que foi alvo de uma onda de críticas assim que a negociação com ele foi iniciada. Dirigentes e conselheiros tiveram uam reunião invadida para que explicações fossem dadas sobre o interesse palmeirense.

Entre os cartolas, o presidente, Arnaldo Tirone, e o vice de futebol, Roberto Frizzo, são constantes alvos de críticas e até de pichações. Um é chamado de banana, enquanto que o outro é tido como agenciador de jogadores. Ainda no campo executivo, César Sampaio também é lembrado em faixas que pedem mais comando no clube, mesmo com o pouco tempo no comando.

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